3 mil entidades do setor produtivo cobram STF.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

FIESP/Manifesto à Nação/
3 mil entidades do setor produtivo cobram STF. Moraes, André Mendonça e Edson Fachin; Procurador-geral da República Paulo Gonet • Montagem/STF/CNJ

Um grupo de aproximadamente 3 mil entidades do setor produtivo brasileiro se mobilizaram para cobrar respostas do STF (Supremo Tribunal Federal) diante da crise instalada nas últimas semanas.

Sob o chamado "Manifesto à Nação", as empresas lideradas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) citam que representam cerca de 90% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e geram cerca de 40 milhões de empregos no país. 
Dentre as instituições que assinaram o documento, estão nomes de peso como:
CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil);
CNC (Confederação Nacional do Comércio);
CNI (Confederação Nacional da Indústria);
Fiesp Federação das Indústrias do Estado de São Paulo;
Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo);
Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo);
FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

"O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra.
Não se trata de ruído passageiro", iniciou o texto.

A manifestação ocorre após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revelou 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um número identificado pela PF como pertencente ao ministro Alexandre de Moraes.
Os diálogos citam o uso de aeronaves e contratos envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
O ministro Moraes, por sua vez, usou o inquérito das Fake News para acusar o ministro André Mendonça de crimes. O magistrado também pediu ao presidente da corte, Edson Fachin, que abrisse uma ação contra o colega.
Diante da instabilidade na Corte, as entidades produtivas decidiram se manifestar.
"O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas.
Quem julga a nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História.
A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas", afirma a nota.
O manifesto exige ainda que o Plenário do Supremo examine os fatos em sessão pública e decida "com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo".
"Cada dia é um dia a mais de descrédito.
O país já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.
Ninguém, ninguém está acima da LEI!", finalizou o texto.

Essa não é a primeira vez que o setor produtivo se une em manifesto.
Em junho deste ano, entidades de diversos setores publicaram uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) 12/2026, a do "trabalho flexível", como foi apelidada.
O posicionamento intitulado como "Uma Carta para o Brasil que Acorda Cedo", as entidades defendiam que a nova proposta permitiria mais flexibilidade ao trabalhador, sem que este precisasse se limitar ao período "engessado" de oito horas definido pela PEC do fim da escala 6x1.




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