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Maringá,16/07/2026

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Marcos A. Valério

Envelhecimento e perda da mobilidade: o que realmente acontece com as articulações?

Reprodução/Autor
Envelhecimento e perda da mobilidade: o que realmente acontece com as articulações?

É comum ouvir que "com a idade é normal ficar duro", "as dores fazem parte do envelhecimento" ou "não há mais o que fazer".
Embora o passar dos anos provoque mudanças naturais no organismo, a perda da mobilidade e da saúde articular não depende apenas da idade cronológica.
Na verdade, ela é fortemente influenciada pela forma como nos movimentamos ao longo da vida.
O organismo se adapta ao que fazemos diariamente
Nosso organismo possui uma extraordinária capacidade de adaptação. Ele responde continuamente aos estímulos que recebe.
Se caminhamos, agachamos, giramos o tronco, variamos as posturas e utilizamos diferentes amplitudes de movimento, as articulações entendem que essas capacidades continuam sendo necessárias e procuram preservá-las.
Por outro lado, quando passamos anos realizando sempre os mesmos movimentos ou permanecendo muito tempo na mesma posição, o organismo reduz gradativamente essas capacidades.
Não porque envelhecemos. Mas porque deixamos de utilizá-las.
A perda da mobilidade acontece lentamente
Raramente percebemos quando ela começa.
Primeiro fica um pouco mais difícil agachar.
Depois, girar o pescoço.
Mais tarde, levantar-se do chão.
Colocar um sapato.
Alcançar um objeto no alto.
Subir uma escada.
Essas pequenas limitações vão se acumulando silenciosamente.
Com o tempo, tornam-se parte da rotina.
Muitas pessoas passam a acreditar que "sempre foi assim".
A repetição também envelhece o movimento
Existe outro aspecto pouco discutido.
Mesmo pessoas fisicamente ativas podem perder mobilidade quando realizam sempre os mesmos exercícios.
A repetição contínua de um único padrão de movimento reduz a variabilidade motora.
As articulações deixam de explorar determinadas amplitudes.
O cérebro passa a utilizar estratégias cada vez mais limitadas.
Com isso surgem:
• rigidez; 
• compensações; 
• perda da coordenação; 
• sobrecargas localizadas; 
• diminuição da eficiência motora. 
Movimento não significa apenas quantidade.
Significa qualidade e variabilidade.



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