MP denuncia pai e filhos por matar e esconder os corpos.

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MP denuncia pai e filhos por matar e esconder os corpos. Reprodução MP-PR

O Ministério Público do Paraná denunciou pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada os quatro homens apontados como responsáveis pela morte de quatro pessoas em Icaraíma, no Noroeste do estado, no dia 5 de agosto de 2025.
Os denunciados são o pai e seus três filhos – todos presos preventivamente.
Antonio Buscariollo e seus três filhos, Paulo Henrique, Carlos Henrique e Carlos Eduardo Buscariollo, todos apontados como os responsáveis pela morte dos cobradores

De acordo com as apurações do caso, na data dos crimes, as vítimas, naturais do estado de São Paulo, estavam na cidade em razão da cobrança de uma dívida, no valor de R$ 255 mil, referente a negociação feita com um dos denunciados para a compra de um terreno.

Para não pagar os valores devidos, os denunciados atraíram os quatro homens Alencar Gonçalves de Souza, morador da cidade, e os paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso para uma emboscada, na propriedade rural da família, no município de Icaraíma: ali, todos foram executados a tiros. 
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Em seguida, atuaram para a ocultar os cadáveres e os veículos das vítimas, que foram depositados em sepulturas clandestinas, a cerca de 14 quilômetros do local dos homicídios.
Ainda na tentativa de dificultar as investigações, segundo o MPPR, os denunciados teriam agido de forma conjunta e coordenada para apagar dados e alterar sistemas de aparelhos celulares apreendidos e periciados pela autoridade policial
Bunkers – As investigações apontaram que o pai e os filhos atuavam como associação criminosa armada desde, ao menos, dezembro de 2023. Eles atuariam em fraudes patrimoniais imobiliárias, homicídios, adulterações de sinais identificadores de veículos automotores, ocultação de cadáveres e fraudes processuais materiais e digitais.

Foram identificados, a partir das apurações, veículos com placas adulteradas, circulação financeira clandestina e ainda estruturas físicas como esconderijos subterrâneos de alvenaria (bunkers) construídos em áreas rurais que seriam utilizados pelos criminosos.

Na denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma em 2 de novembro, foram sustentadas como qualificadoras para os quatro crimes de homicídio o motivo torpe, o uso de meio cruel, a emboscada e o emprego de armas de uso restrito para execução do crime.

Reparação – Além das penas privativas de liberdade previstas em lei para os crimes imputados, o Ministério Público requer judicialmente a fixação de valor mínimo de R$ 500 mil a título de reparação cível pelos danos morais e materiais causados aos familiares de cada uma das quatro vítimas.




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