Professora é suspeita de dar remédio para alunos dormirem.
Denúncia contra professora leva crianças a exames toxicológicos e mobiliza Polícia Civil em Arapongas
Reprodução Arapongas Professora é afastada sob suspeita de dar medicamento para crianças dormirem
Uma professora da rede municipal de Arapongas, no norte do Paraná, foi afastada preventivamente após ser denunciada por supostamente administrar medicamento sedativo a crianças de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A suspeita envolve o uso de clonazepam, conhecido comercialmente como Rivotril, em bebês atendidos pela instituição.
O caso chegou à Polícia Civil na quarta-feira (28), após a diretora e outra professora da unidade identificarem comportamentos incomuns entre as crianças e apresentarem registros em vídeo. Segundo a delegada Camilla Costa Baptista, responsável pela investigação, as imagens mostram uma mulher utilizando uma colher para colocar um líquido na boca de uma criança.
A suspeita sobre o medicamento surgiu depois que os investigadores encontraram clonazepam em apresentação líquida na bolsa da professora. Os dois vídeos analisados pela polícia mostram a mesma criança.
As profissionais que comunicaram o caso relataram episódios de sonolência e irritação entre os bebês. Familiares também informaram mudanças na rotina de sono das crianças, percebidas, segundo a investigação, havia aproximadamente três meses.
Crianças passaram por exames e Prefeitura abriu processo administrativo
Na quinta-feira (29), a Secretaria Municipal de Educação reuniu pais e responsáveis para comunicar a denúncia e orientar as famílias. Na sexta-feira (30), foram coletadas amostras para exames toxicológicos, com acompanhamento da Polícia Científica, para verificar a possível exposição das crianças ao medicamento.
O prefeito Rafael Cita (foto ao lado) determinou o afastamento imediato da professora, formalizado pela Portaria nº 510/2026, publicada no Diário Oficial em 29 de outubro. A Prefeitura também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que poderá resultar na exoneração da servidora.
Em pronunciamento, o prefeito afirmou que determinou o registro da ocorrência policial assim que recebeu a denúncia.
“Eu lamento muito, estou abismado com essa situação, mas as providências que me cabem enquanto gestor público foram tomadas com muito rigor”, declarou Rafael Cita.
O secretário municipal de Educação, padre Lino Batista de Oliveira, informou que a professora negou a acusação ao ser comunicada sobre o procedimento administrativo.
A Polícia Civil instaurou inquérito e aguarda os resultados periciais para dar continuidade à apuração. O nome da professora e a identificação do CMEI não foram divulgados.
No áudio abaixo, o Prefeito de Arapongas, Rafael Cita, deu mais informações sobre o caso.
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