Furtos de celulares aumentam no Brasil.
Brasil registra 95 celulares roubados ou furtados por hora; mais de 830 mil aparelhos foram levados
Reprodução Ilustrativa Os furtos de celulares aumentaram no Brasil em 2025, mesmo com a redução dos roubos, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento contabilizou 830.890 aparelhos roubados ou furtados ao longo do ano, o equivalente a aproximadamente 95 celulares levados por hora em todo o país.
Os números divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram uma mudança no perfil desses crimes. Atualmente, seis em cada dez ocorrências envolvem furtos, quando o aparelho é levado sem violência ou ameaça direta à vítima.
O estudo identificou 483.561 registros de furto, crescimento de 0,9% em relação a 2024. Já os roubos, caracterizados pelo emprego de violência ou grave ameaça, tiveram queda de 18,6%, totalizando 308.723 ocorrências.
Brasil teve quase 800 mil ocorrências de roubo e furto de celulares
O levantamento diferencia o número de aparelhos subtraídos da quantidade de ocorrências registradas pelas autoridades.
Em 2025, foram contabilizadas 792.284 ocorrências policiais, contra 855.113 em 2024, uma redução de 7,7%.
Já o total de celulares roubados ou furtados passou de 909.753 aparelhos, em 2024, para 830.890 em 2025, uma diminuição de aproximadamente 9%.
A diferença entre os indicadores ocorre porque uma única ocorrência pode envolver mais de um telefone celular.
Apesar da redução geral, o volume de registros permanece elevado, especialmente em grandes centros urbanos.
São Luís, Belém e São Paulo lideram ranking
Entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, São Luís, no Maranhão, apresentou a maior taxa proporcional de roubos e furtos de celulares em 2025.
A capital maranhense registrou 1.517 ocorrências para cada 100 mil habitantes.
Na sequência aparecem Belém, no Pará, com 1.487, e São Paulo, com 1.390,5 ocorrências por 100 mil habitantes.
Entre as 20 cidades com as maiores taxas do país, oito estão no Nordeste, seis no Norte e seis no Sudeste.
A capital paulista também chama a atenção pelo volume absoluto de crimes. Embora concentre aproximadamente 5,6% da população brasileira, responde por cerca de 20% dos registros nacionais de roubos e furtos de celulares.
Roubos são mais frequentes nas ruas e no início da noite
O Anuário também identificou diferenças nos horários e nas circunstâncias dos crimes.
Os furtos acontecem com maior frequência aos finais de semana, especialmente em ambientes movimentados, onde o criminoso consegue retirar o aparelho sem que a vítima perceba imediatamente.
Já os roubos se concentram nos dias úteis, que respondem por 73,1% das ocorrências, com maior incidência às sextas-feiras.
Segundo o levantamento, 77,2% dos roubos são registrados em vias públicas. O período entre 18h e 23h apresenta concentração importante desses crimes.
O estudo aponta que o crescimento proporcional dos furtos está associado, entre outros fatores, à menor exposição do criminoso ao confronto direto com a vítima.
Além do valor comercial dos aparelhos, o acesso a informações pessoais e financeiras armazenadas nos celulares também amplia as preocupações relacionadas a esse tipo de criminalidade.
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