Projetos do IFPR apresentam soluções práticas para setores produtivos e ambientes domésticos
Fotos: Ivan Fuquini É como jogar videogame. Ao apertar os botões, é possível controlar o cortador de grama à distância de 50 metros. Dá para ligar, acelerar, ir adiante, fazer a curva, voltar e desligar.
Ao longo de cinco meses, os estudantes do terceiro ano de Engenharia Elétrica do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Paranavaí trabalharam no protótipo que promete redução de custos e esforços na hora de fazer a roçada.
De acordo com Pedro Henrique Batista, um dos integrantes do grupo, a intenção é desenvolver um sistema totalmente automatizado que permita mapear a área, executar o corte da grama e retornar ao ponto de origem – tudo isso sem a necessidade de intervenção humana.
Também fazem parte da equipe os alunos Luan Henrique Romano da Silva, Gustavo Moraes Seze e Thiago Tonon. Os professores orientadores são Ricardo Gouveia Teodoro, Ricardo Toshiyuki Kato e Aurasil Ferreira Garcia Junior.
O projeto “Grass Chomper: cortador de grama automatizado” foi apresentado na Feira de Inovação Tecnológica do Instituto Federal (IFTech), evento que abre as portas da instituição para a comunidade. O protótipo ficou em segundo lugar na categoria Desenvolvimento de Produtos e Processos.
IFTech
O professor Sérgio Alexandre dos Santos Junior, coordenador da IFTech, afirmou: “Para os alunos, é a hora de colocarem em prática tudo aquilo que viram em sala de aula, principalmente o conhecimento técnico adquirido. Para a sociedade, é a hora de ver o que a gente apresenta como inovação e projeto de pesquisa e extensão dentro do campus”.
A 14ª edição da feira, realizada na última quarta-feira (21), reuniu trabalhos de diferentes áreas de atuação, como as placas solares que se movimentam para captar com mais eficiência a energia durante o dia e aplicá-la na manutenção do sistema de forma sustentável. A produção excedente é armazenada em uma bateria e distribuída em períodos sem incidência da luz do sol.
Os visitantes também puderam conhecer o bioplástico feito a partir de resíduos agroindustriais da mandioca.
Os alunos desenvolveram o material a partir de pesquisas e experimentações, até encontrarem a composição ideal para fabricar plásticos biodegradáveis que podem ser utilizados principalmente como embalagens.
Outro exemplo é o pirulito de isomalte como tecnologia alimentar inovadora para disfagia. O nome pode parecer complicado, mas a funcionalidade é salutar: garantir nutrientes, principalmente vitamina C, para pessoas com dificuldade de engolir alimentos sólidos. O adoçante extraído da beterraba reforça o aspecto saudável e a coloração divertida é atrativa para públicos de todas as idades.

A Feira de Inovação Tecnológica do Instituto Federal é oportunidade para que empresários e produtores conheçam as soluções propostas pelos estudantes para problemas do dia a dia – no comércio, na indústria, no campo ou mesmo no ambiente doméstico.
Esse contato possibilita parcerias que contribuem com o desenvolvimento de processos e a otimização da produção.
Além disso, conforme destacou o professor Sérgio Alexandre dos Santos Junior, o envolvimento dos estudantes em projetos de inovação tecnológica faz com que saiam do ciclo acadêmico “com capacidade técnica formada, associada ao que o mercado de trabalho espera, ao que as empresas demandam”.
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