Inadimplência atinge 613 mil empresas no Paraná
Empresas enfrentam dificuldades para pagar contas e Paraná ultrapassa 613 mil CNPJs negativados
Reprodução Redes Sociais. O Paraná chegou a 613.012 empresas inadimplentes em agosto de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (21).
O Estado aparece entre os maiores números de CNPJs negativados do país, em um cenário de dificuldades financeiras que atinge principalmente os pequenos negócios.
No ranking nacional, o Paraná aparece atrás de São Paulo, com 3,2 milhões de empresas inadimplentes; Minas Gerais, com 927,4 mil; e Rio de Janeiro, com 879,9 mil. O Rio Grande do Sul registra 539.319 estabelecimentos nessa situação.
Em todo o Brasil, o número de empresas com contas em atraso atingiu o recorde de 9,3 milhões, crescimento de 14,3% em relação a agosto de 2025.
O valor das dívidas empresariais chegou a R$ 244,4 bilhões, distribuídos em 68,2 milhões de contas negativadas.
Em média, cada empresa inadimplente acumulava 7,4 dívidas, com um débito médio de R$ 26.355,13 por CNPJ.
Pequenas empresas concentram maior parte das dívidas
Os micro e pequenos negócios representam a maior parcela das empresas com dificuldades para manter as contas em dia.
Segundo a Serasa Experian, 8,8 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em agosto. Juntas, acumulavam R$ 211 bilhões em dívidas, distribuídas em 61,4 milhões de pendências financeiras.
O setor de serviços concentra 56% das empresas negativadas, seguido pelo comércio, com 32%, e pela indústria, com 8%.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, aponta o custo elevado do crédito e a pressão sobre o caixa das empresas como fatores relacionados ao avanço da inadimplência.
Embora o crescimento anual tenha desacelerado de 28,7% para 14,3%, o índice permanece elevado.
Empresas recorrem ao crédito para manter operações
O levantamento também identificou aumento na procura por financiamento empresarial.
A demanda por crédito entre pessoas jurídicas cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses, enquanto as concessões de capital de giro avançaram 113,9%.
Na avaliação de Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, esse movimento está mais relacionado à necessidade de manter as atividades e cobrir despesas operacionais do que à expansão dos negócios.
Outro dado mostra que 75,6% das dívidas empresariais negativadas têm origem em setores não financeiros, incluindo compromissos com fornecedores de serviços e outras despesas de funcionamento.
Os números de agosto colocam o Paraná entre os estados com maior concentração de empresas inadimplentes, enquanto o país registra um novo recorde de negócios com pagamentos em atraso.
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