Pedágios custam R$ 80,90 de Maringá a Curitiba e condições da BR-376 são alvo de críticas

Motorista paga até R$ 161,80 em pedágios para ir de Maringá a Curitiba e voltar; buracos geram reclamações

DER/GOVPR/Edson Valério
Pedágios custam R$ 80,90 de Maringá a Curitiba e condições da BR-376 são alvo de críticas Reprodução DER

Quem sai de Maringá com destino a Curitiba pela rota tradicional da BR-376 e BR-277 precisa reservar R$ 80,90 apenas para os pedágios, considerando um automóvel de passeio, sem descontos.
Na viagem de ida e volta, a despesa chega a R$ 161,80, sem incluir combustível ou outros gastos.

O valor é cobrado em sete pontos de pedágio, administrados por três concessionárias.
A conta ganha outro peso diante das críticas às condições de conservação da BR-376, especialmente pela presença de buracos e irregularidades no pavimento.

O questionamento apresentado por quem percorre a rodovia é sobre a relação entre o valor pago e a qualidade da estrada.
Os buracos, principalmente em períodos de chuva, são apontados como um risco para pneus, rodas e para a segurança da viagem.
A cobrança voltou em diferentes etapas das novas concessões, depois de um período sem pedágio iniciado em novembro de 2021, quando terminaram os contratos do antigo Anel de Integração do Paraná.

Quanto custa o pedágio de Maringá a Curitiba?

Pelas tarifas básicas divulgadas pelas concessionárias e autorizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o motorista de um carro de passeio encontra os seguintes valores na rota:

  • Mandaguari/Marialva – BR-376: R$ 9,90

  • Mauá da Serra – BR-376: R$ 10,80

  • Ortigueira – BR-376: R$ 12,80

  • Imbaú – BR-376: R$ 12,80

  • Tibagi – BR-376: R$ 12,80

  • Witmarsum – BR-376: R$ 12,00

  • São Luiz do Purunã – BR-277: R$ 9,80

Total de ida: R$ 80,90.

Total de ida e volta: R$ 161,80.

Os valores são para automóveis de passeio e não consideram os descontos oferecidos a usuários de dispositivos eletrônicos de pagamento.

Pedágios também pesam nos deslocamentos da região de Maringá

Para os moradores de Maringá e municípios vizinhos, a cobrança não está restrita às viagens mais longas.
A concessionária EPR Paraná iniciou em maio de 2026 a cobrança pelo sistema eletrônico free flow, sem cancelas, nos trechos sob sua responsabilidade.
No ponto de cobrança de Mandaguari/Marialva, na BR-376, a tarifa básica é de R$ 9,90 por passagem.
Quem atravessa o local na ida e na volta paga R$ 19,80.
Em Presidente Castelo Branco, também na BR-376, o valor é de R$ 13,50 por passagem, o equivalente a R$ 27,00 para atravessar o ponto nos dois sentidos.
Na BR-369, a tarifa é de R$ 10,50 em Rolândia/Arapongas e R$ 17,10 em Jataizinho.
Assim, um motorista que sai de Maringá com destino a Londrina, passando pelos pontos de Mandaguari/Marialva e Rolândia/Arapongas, desembolsa R$ 20,40 em pedágios na ida e R$ 40,80 na viagem completa, sem descontos.
A EPR oferece redução de 5% para veículos com TAG e descontos progressivos para usuários frequentes, conforme as regras aplicáveis a cada ponto de cobrança.

Conservação da BR-376 entra na discussão

A BR-376 é uma das principais ligações do Norte do Paraná com os Campos Gerais e Curitiba.
Parte das críticas à rodovia está concentrada na qualidade do pavimento e na necessidade de reparos que resistam ao tráfego e às chuvas.

A comparação com o período da antiga concessionária Rodonorte aparece entre os questionamentos sobre a atual conservação do trecho entre Apucarana e a capital.

Atualmente, parte importante da BR-376 está sob responsabilidade da Motiva Paraná, antiga PRVias, que assumiu a concessão em maio de 2025.

A concessionária informa que realiza serviços de conservação, recuperação do asfalto e tapa-buracos.
No cronograma divulgado para a semana de 12 a 18 de outubro, constam intervenções no pavimento da BR-376, além de manutenção de sinalização e estruturas da rodovia.

As obras de ampliação e duplicação seguem prazos específicos previstos nos contratos.
Esses cronogramas não dispensam as concessionárias da conservação e da manutenção das pistas durante o período de concessão.

Novas concessões e obras previstas

Os contratos do antigo Anel de Integração chegaram ao fim em novembro de 2021, depois de 24 anos.
Naquele período, as rodovias federais passaram à responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), enquanto as estaduais ficaram sob os cuidados do DER do Paraná.

Com as novas concessões, empresas privadas voltaram a administrar os trechos e cobrar pedágio, mediante contratos que preveem manutenção, recuperação de pavimento e investimentos em ampliação da capacidade das rodovias.
No Lote 3, administrado pela Motiva Paraná, estão previstos aproximadamente 133 quilômetros de duplicações, além de novos contornos rodoviários, faixas adicionais e outras intervenções.

Entre as obras anunciadas estão os contornos de Apucarana e Califórnia e melhorias na ligação do Norte do Paraná com os Campos Gerais.
Enquanto essas intervenções seguem os cronogramas contratuais, os motoristas continuam pagando as tarifas de pedágio e utilizando trechos que ainda serão contemplados por obras de ampliação.




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