PC mira grupo que vendia drogas em Maringá e Sarandi.
Operação contra tráfico de drogas mobiliza 100 policiais e cumpre 57 ordens judiciais em dois estados
Foto: PCPR Uma organização criminosa suspeita de abastecer Maringá e Sarandi com drogas, inclusive por meio de entregas em domicílio, é alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quinta-feira, 15 de outubro.
Segundo os investigadores, um dos principais fornecedores mora em Londres, na Inglaterra, de onde coordenaria pela internet o fornecimento de entorpecentes para o Noroeste paranaense.
A operação mobiliza cerca de 100 policiais civis, com apoio de um helicóptero e cães farejadores, para o cumprimento de 57 ordens judiciais no Paraná e em São Paulo.
As equipes atuaram em Maringá, Sarandi, Praia de Leste, no litoral paranaense, e Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo.
Os investigados são suspeitos de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Investigado comandaria de Londres
O trabalho da Polícia Civil revelou uma estrutura dividida entre fornecedores, coordenadores, distribuidores e responsáveis pela movimentação financeira.
Um dos principais investigados, apontado como liderança do grupo, reside atualmente em Londres. Conforme a PCPR, ele utilizava a internet para manter contato com integrantes da organização e coordenar o abastecimento de drogas.
Outro suspeito de participar do fornecimento foi localizado pelos investigadores em Praia de Leste, no município de Pontal do Paraná. A polícia também identificou a utilização de um sistema de entregas por delivery para comercializar entorpecentes em Maringá e Sarandi.
O delegado da PCPR, Leandro Munin, responsável por informações divulgadas sobre a operação, apontou que a investigação alcançou pessoas responsáveis não apenas pela venda, mas também pelo fornecimento e financiamento da atividade.
Operação começou após prisões em Sarandi
A investigação teve início há aproximadamente um ano, após a prisão de suspeitos envolvidos na distribuição de drogas em Sarandi.
A partir dos materiais e das informações reunidas nessas ocorrências, os policiais identificaram outros participantes e passaram a acompanhar a estrutura utilizada para abastecer o mercado de entorpecentes na região. O trabalho contou com a participação do Ministério Público e revelou indícios de ligação entre os investigados e uma organização criminosa de atuação nacional, segundo a PCPR.
Justiça determina 26 prisões e bloqueio de contas bancárias
Das 57 ordens judiciais expedidas, 26 são mandados de prisão, divididos em 21 preventivas e cinco temporárias.
As demais medidas incluem:
14 mandados de busca e apreensão; 16 determinações de bloqueio de contas bancárias; e uma ordem de sequestro de veículo.
Além de localizar os suspeitos, a Polícia Civil busca identificar e atingir os recursos financeiros e bens associados ao grupo.
A ação conta com apoio da Polícia Civil de São Paulo, que participa do cumprimento das ordens na cidade de Franco da Rocha.
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