Deltan diz que não haverá “anistia” para ministros do STF.

Eleito ao Senado, Dallagnol defende impeachment de Moraes e cobra reação do Congresso

Programa Sem rodeios/edsonvalerio.com.br
Deltan diz que não haverá “anistia” para ministros do STF. Reprodução Redes Sociais.

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham cometido crimes de responsabilidade não devem receber qualquer tipo de proteção política para evitar uma eventual responsabilização.

Em entrevista ao programa Sem Rodeios, na manhã de ontem (6), Dallagnol foi questionado sobre a possibilidade de ministros do STF buscarem entendimento com a nova composição do Senado, especialmente diante das críticas dirigidas a Alexandre de Moraes. “Sem anistia, sem anistia. Essa é a nossa resposta”, afirmou.

Dallagnol defende impeachment de Alexandre de Moraes

O senador eleito afirmou que considera necessário o impeachment de Moraes e argumentou que eventuais abusos praticados por autoridades precisam produzir consequências previstas em lei.

“Nós precisamos fazer o impeachment constitucional do ministro Alexandre de Moraes para que as instituições voltem a respeitar a lei. Para isso, a lei tem que ter consequência”, declarou.

Nova composição aumenta pressão sobre o Supremo

O tema ganhou força após as eleições de domingo (4), que ampliaram a presença de parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do STF.

Levantamento publicado depois do primeiro turno identificou 49 dos 81 senadores da próxima legislatura com manifestações favoráveis à medida, embora alguns condicionem o apoio à comprovação de crime de responsabilidade.

Para que um ministro seja condenado e perca o cargo são necessários 54 votos, equivalentes a dois terços do Senado.

Dallagnol disse acreditar que a nova composição do Congresso terá condições de atuar para o que chamou de “restabelecimento do equilíbrio dos Poderes”.

Presidência entra na discussão sobre futuras indicações ao STF

Durante a entrevista, Dallagnol também relacionou o segundo turno presidencial à futura composição do Supremo.

O senador eleito declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e argumentou que o resultado da disputa presidencial terá influência direta sobre as próximas indicações para a Corte.

“Não basta agora a gente eleger o Senado. A gente tem que eleger Flávio Bolsonaro, porque senão o Senado tira ministros e quem vai colocar é Lula”, afirmou.

A indicação de ministros do STF é feita pelo presidente da República e precisa ser aprovada pelo Senado.

Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, e conquistou uma das duas vagas do Paraná ao Senado nas eleições deste ano.





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