Bolsonaro defende mudança na Constituição e novas medidas de segurança pública.
Com apoio de Caiado, Flávio Bolsonaro fala em mudanças na Constituição e endurecimento penal
Flávio Bolsonaro em evento com Ronaldo Caiado | Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6), em Goiânia, que pretende aproveitar a nova composição do Congresso Nacional, mais favorável à direita, para promover mudanças na Constituição Federal caso seja eleito.
A declaração ocorreu durante um ato que marcou o apoio de Ronaldo Caiado à candidatura de Flávio no segundo turno.
Ao falar sobre a composição do Legislativo, o senador disse que a direita terá força para eleger os presidentes da Câmara e do Senado e, a partir disso, avançar com mudanças constitucionais.
O PL elegeu a maior bancada da Câmara e do Senado nas eleições do primeiro turno.
Apesar disso, uma eventual alteração da Constituição não depende apenas da maioria simples: uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ser aprovada por três quintos dos deputados e dos senadores, em dois turnos.
Durante o discurso, Flávio também voltou a defender uma agenda de endurecimento da segurança pública.
Entre as propostas mencionadas estão a redução da maioridade penal, a castração química de agressores sexuais, o aumento das penas para integrantes de organizações criminosas e a classificação de grupos como PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.
O candidato ainda afirmou que pretende ampliar o sistema penitenciário, com a criação de mais de 500 mil vagas em presídios, e defendeu penas mais severas para chefes de facções criminosas.
Apoio de Caiado
O encontro em Goiânia também consolidou o apoio de Ronaldo Caiado a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O ex-governador de Goiás terminou a primeira etapa da disputa em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, e agora declarou apoio ao candidato do PL.
Flávio sinalizou ainda que Caiado poderá integrar seu governo e afirmou que pretende montar, caso eleito, uma equipe ministerial que classificou como o “melhor time” da história do país.
Em seu discurso, o candidato intensificou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio fez acusações contra o governo e afirmou que o país estaria atravessando um período de “barbárie”, além de comparar o cenário brasileiro ao da Venezuela. As declarações fazem parte da estratégia de campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
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