Quanto candidatos de Maringá receberam do Fundão

Sargento Fahur, Tião Medeiros e Ricardo Barros estão entre os maiores beneficiados pelo Fundão no Noroeste

TSE/DivulgaCand/TSE./Edsonvalerio.com.br
Quanto candidatos de Maringá receberam do Fundão Reprodução

A disputa eleitoral de 2026 deixou evidente uma diferença gigantesca no acesso aos recursos públicos de campanha entre candidatos do Noroeste do Paraná.
Em Maringá e Umuarama, por exemplo, os valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão de R$ 0 a mais de R$ 3 milhões.

O levantamento mostra que uma parcela importante do dinheiro ficou concentrada em candidaturas de políticos já conhecidos e com forte estrutura partidária.
Mas, outros candidatos chegaram às urnas com valores muito menores — e alguns sem qualquer recurso declarado do Fundo Eleitoral.

TIÃO MEDEIROS LIDERA

Na região Noroeste, o maior valor declarado foi de Tião Medeiros (PP), com R$ 3,13 milhões em recursos para a campanha.
Desse montante, cerca de R$ 2,67 milhões vieram do Diretório Nacional do Progressistas.
Na sequência aparecem:
Zeca Dirceu (PT) — R$ 2,46 milhões
Newton Bonin (Republicanos) — R$ 2,12 milhões
Márcio Nunes (PSD) — R$ 1,24 milhão
Os quatro nomes concentram os maiores volumes de recursos entre as candidaturas da região.
No outro extremo estão Victor Nascimento (Podemos), João Polícia (PRD), Vivi da Garapeira (PRD) e Bruno Nogueira (Cidadania), que disputaram a eleição com R$ 0 em recursos de fundo eleitoral ou repasses partidários, segundo o levantamento regional.

MARINGÁ: R$ 13 MILHÕES DISTRIBUÍDOS

Em Maringá, o volume total foi ainda expressivo.
Os 39 candidatos a deputado estadual e federal ligados à cidade declararam, juntos, R$ 13,014 milhões recebidos do Fundo Eleitoral até 30 de setembro.
Desse total, R$ 8,188 milhões foram destinados às candidaturas à Câmara dos Deputados e R$ 4,826 milhões aos candidatos à Assembleia Legislativa do Paraná.
O maior beneficiado foi Sargento Fahur (PL), candidato à reeleição para deputado federal, com R$ 2,7 milhões.
O ranking dos maiores repasses em Maringá ficou assim:

CandidatoCargoFundo Eleitoral
Sargento Fahur (PL)FederalR$ 2,7 milhões (reeleito)
Ricardo Barros (PP)FederalR$ 1,6 milhão   (reeleito)
Luiz Nishimori (PSD)FederalR$ 1,5 milhão
Do Carmo (Podemos)EstadualR$ 1,2 milhão  (reeleito)
Maria Victoria (PP)EstadualR$ 1 milhão  (reeleita)
Homero Marchese (Novo)FederalR$ 900 mil
Delegado Jacovós (PL)Estadua             lR$ 410 mil      (reeleito)
Professora Ana Lúcia (PDT)FederalR$ 350 mil
Dr. Batista (PL)EstadualR$ 330 mil
Ricardo Maia (MDB)FederalR$ 300 mil
Edson Scabora (MDB)FederalR$ 300 mil
Soldado Adriano (PSD)EstadualR$ 235 mil      (reeleito)
Juliana Canassa (PP)EstadualR$ 185 mil
Olga Agulhon (PP)EstadualR$ 185 mil
Dr. Michel (PP)EstadualR$ 135 mil
Mário Verri (PT)EstadualR$ 130 mil  (Eleito)
Mário Certo (PSB)FederalR$ 125 mil
Giselli Bianchini (PL)EstadualR$ 100 mil
Lemuel Rodrigues (PDT)EstadualR$ 100 mil
Vera Nogueira (PT)EstadualR$ 88 mil
Zebrão (PP)EstadualR$ 83 mil
Danny Arouca (Novo)EstadualR$ 80 mil
Adilson do Bar (PSDB)FederalR$ 75 mil
Evandro Unifamma (Republicanos) EstadualR$ 70 mil
Dr. Francismar (PSB)FederalR$ 135 mil
Leonna Moriale (PDT)FederalR$ 50 mil
Evandro Araújo (PSD)EstadualR$ 50 mil
Flávio Mantovani (PSD)EstadualR$ 50 mil
Paulo Espíndola (Novo)FederalR$ 90 mil
Professor Julio Rodrigues (PT)FederalR$ 23 mil
Subtenente Dioney (PL)FederalR$ 15 mil
Grasy Takano (PDT)EstadualR$ 15 mil
Mãe Gi (PDT)FederalR$ 25 mil
Emmanuel Predestin (MDB)EstadualR$ 30 mil
Fabrizio Meller (Novo)EstadualR$ 30 mil
Lucas Canassa (Novo)EstadualR$ 30 mil
Fausto Herradon (Avante)EstadualR$ 0

Valores declarados nas prestações de contas consultadas até 30 de setembro. A relação reproduz os dados publicados no levantamento com base no DivulgaCand/TSE.

SEIS CANDIDATURAS CONCENTRARAM QUASE 70% DO DINHEIRO

O dado mais significativo de Maringá está na concentração dos recursos.
Dos R$ 13,014 milhões destinados às 39 candidaturas, aproximadamente R$ 8,9 milhões ficaram com seis candidatos: Sargento Fahur, Ricardo Barros, Luiz Nishimori, Homero Marchese, Do Carmo e Maria Victoria.
Isso representa quase 70% de todo o dinheiro público declarado pelas candidaturas ligadas a Maringá.
DINHEIRO NÃO É SINÔNIMO DE VITÓRIA
Outro dado merece atenção: receber mais dinheiro não significa automaticamente garantir uma vaga.
Em Maringá e região, o desempenho eleitoral dependeu também de votação individual, estrutura partidária, alianças, exposição dos candidatos e desempenho das respectivas chapas.
Além disso, é preciso separar recursos recebidos de dinheiro efetivamente gasto.
Em levantamento feito em 30 de setembro, por exemplo, as campanhas dos 39 candidatos ligados a Maringá haviam declarado cerca de R$ 9,15 milhões em despesas, abaixo dos R$ 13 milhões recebidos do Fundo Eleitoral até aquela data.
O QUE É O “FUNDÃO”?
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é composto por recursos públicos destinados exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais.
Os partidos recebem os valores e fazem a distribuição entre suas candidaturas, respeitando as regras estabelecidas pela legislação eleitoral e pelo TSE.
Já o Fundo Partidário possui outra finalidade. Ele financia o funcionamento das próprias legendas, incluindo despesas administrativas e manutenção das atividades partidárias.
Por isso, Fundo Eleitoral e Fundo Partidário não devem ser tratados como a mesma verba.
No caso de Maringá, os dados disponíveis mostram uma concentração significativa dos recursos em poucos nomes.
Em Umuarama, o cenário também apresentou forte desigualdade, com candidaturas recebendo milhões enquanto outras ficaram sem qualquer recurso público declarado.
O resultado é um retrato de como a estrutura financeira dos partidos pode produzir diferenças enormes entre candidatos que disputam a mesma eleição.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.