Fusão de US$ 110 bilhões dará origem à Skydance.
Reprodução A empresa que reunirá Paramount e Warner Bros. Discovery após uma operação de aproximadamente 110 bilhões de dólares se chamará Skydance, anunciou nesta sexta-feira, 2, David Ellison, presidente da Paramount.
Com conclusão prevista para terça-feira, 6, a aquisição colocará sob o mesmo controle dois grandes estúdios de Hollywood, as plataformas HBO Max e Paramount+ e emissoras como CNN e CBS.
As marcas dos estúdios serão preservadas.
O valor de 110 bilhões de dólares inclui a dívida da Warner Bros. Discovery.
Pelo acordo anunciado em fevereiro, a Paramount pagará 31 dólares por ação, em dinheiro, atribuindo às ações da companhia adquirida um valor total de aproximadamente 81 bilhões de dólares.
A operação amplia a concentração no setor e reúne catálogos com franquias como Harry Potter, Missão Impossível, Game of Thrones e o universo DC.
A aposta empresarial é ganhar escala no streaming e reduzir despesas com estruturas sobrepostas.
A Paramount projeta mais de 6 bilhões de dólares em ganhos com a integração, incluindo a unificação de sistemas tecnológicos, economias nas compras e a reorganização de imóveis e operações.
A companhia também afirma que a combinação permitirá ampliar o alcance das plataformas e melhorar a rentabilidade.
Esses benefícios são projeções da empresa, ainda dependentes da execução da integração.
A concentração dos negócios motivou uma ação de doze estados americanos para bloquear a compra.
Os procuradores argumentaram que a união poderia reduzir a concorrência e as opções dos consumidores.
Na quarta-feira, 30, a Justiça dos Estados Unidos aprovou um acordo entre as empresas e os estados, abrindo caminho para a conclusão da operação.
As condições do acordo impõem compromissos para os cinco anos seguintes.
O grupo deverá lançar nos Estados Unidos pelo menos 30 filmes por ano nos dois primeiros anos e 32 nos três seguintes.
Também terá de manter separadas as negociações dos contratos de distribuição dos canais de TV por assinatura de Paramount e Warner, sem condicionar a contratação de um portfólio à do outro.
A medida limita o uso conjunto dos canais como instrumento de negociação com as distribuidoras.
O acordo prevê ainda pelo menos 300 milhões de dólares adicionais por ano em produção nos Estados Unidos, em relação ao gasto combinado das empresas em 2025, e impede a venda ou o fechamento dos complexos dos estúdios Paramount e Warner durante o período dos compromissos.
A conclusão da compra em 6 de outubro permanece sujeita às condições usuais de fechamento, segundo comunicado das companhias.
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