Recorde de calor na Europa leva a estresse térmico.
Verão de 2026 teve número recorde de dias sob calor extremo, com temperaturas percebidas acima de 38 °C em mais da metade do território europeu
Foto: AFP O verão de 2026 foi marcado por calor extremo em grande parte da Europa. Segundo o observatório climático da União Europeia Copernicus, 52% do território europeu enfrentou estresse térmico “muito forte”, correspondente a uma temperatura percebida acima de 38 °C.
O índice representa um recorde para o continente e ocorre em um cenário de sucessivas ondas de calor registradas desde a primavera.
Além disso, aproximadamente 80% da Europa passou por períodos de estresse térmico classificado como “forte”, com temperatura percebida superior a 32 °C.
Calor atingiu área recorde
De acordo com o observatório Copernicus, o verão de 2026 também foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental.
Quatro das dez ondas de calor mais intensas já observadas no continente ocorreram neste período, principalmente na França, mas também atingiram regiões do Reino Unido e da Bélgica.
Apesar dos recordes registrados neste ano, a onda de calor de agosto de 2003 continua sendo considerada a mais severa quando são analisados conjuntamente fatores como duração e intensidade.
Em 2026, a Europa Ocidental teve 17 dias em que pelo menos 60% da região registrou temperaturas acima de 30 °C.
Em 2003, foram 11 dias; no ano passado, sete.
Estresse térmico por dezenas de dias
O observatório Copernicus registrou 41 dias de estresse térmico forte durante o verão europeu de 2026. O número supera em cinco dias o recorde anterior, registrado em 2003.
O fenômeno ocorre quando os mecanismos naturais do organismo para controlar a temperatura corporal não conseguem dissipar o calor de maneira suficiente.
Dependendo da intensidade e da exposição, o estresse térmico pode provocar sintomas como tontura e dor de cabeça e, em situações graves, levar à falência de órgãos e à morte.
Samantha Burgess, responsável pelo clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que administra o Copernicus, destacou que uma das características do verão deste ano foi justamente a ampla extensão geográfica das temperaturas elevadas.
Seca também preocupa
Além das altas temperaturas, o verão europeu foi marcado por condições de seca.
Segundo o observatório climático Copernicus, as vazões dos rios atingiram os menores níveis desde o início da série histórica, em 1992, acrescentando outro fator de pressão às regiões afetadas pelo calor.
Os dados fazem parte do monitoramento climático europeu e mostram a extensão dos episódios de calor registrados ao longo da temporada de 2026.
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