Santa Casa de Londrina é novamente alvo de fiscalização do MP

Santa Casa enfrenta superlotação, denúncias de falta de insumos e dívida milionária

MP=PR/ Edsonvalerio.com.br
Santa Casa de Londrina é novamente alvo de fiscalização do MP Reprodução

A Santa Casa de Londrina voltou ao centro das atenções do Ministério Público do Paraná (MP-PR) após novas denúncias envolvendo as condições de atendimento na unidade.
O pronto-socorro está fechado desde segunda-feira (31) devido à superlotação.

O setor, que possui capacidade para 16 leitos, chegou a atender 48 pacientes, segundo informações apuradas pela reportagem.

Além da quantidade de pacientes acima da capacidade, familiares e usuários do serviço relataram problemas relacionados à falta de insumos para procedimentos cirúrgicos. Entre os casos estão pacientes com fraturas que aguardariam a realização de cirurgias.

Diante das denúncias, o Ministério Público pediu à Autarquia Municipal de Saúde que intensifique a fiscalização na instituição e solicite esclarecimentos à direção da Santa Casa sobre as condições de atendimento.

Problemas já haviam levado à intervenção

A situação atual ocorre após uma intervenção judicial realizada em julho, também por iniciativa do Ministério Público.

Na ocasião, foram apontados problemas envolvendo falta de insumos e até de alimentos destinados a pacientes e acompanhantes.
A intervenção durou nove dias e foi posteriormente suspensa por uma decisão monocrática do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que permitiu o retorno da antiga gestão ao comando da instituição. O Ministério Público informou que recorreu da decisão e mantém o acompanhamento do caso.

Superlotação também atinge outros hospitais

A pressão sobre o sistema hospitalar de Londrina não está restrita à Santa Casa.

No Hospital Universitário (HU), a estrutura conta com 75 leitos destinados ao SUS, mas havia 144 pacientes em atendimento. A instituição considera caracterizada a superlotação quando o número chega a 150 pessoas, levando em conta sua capacidade estrutural.

Já o Hospital Evangélico informou estar operando com restrições e registrava taxa de ocupação de 189%.

Os números indicam uma forte demanda sobre diferentes unidades de saúde da cidade. No caso da Santa Casa, porém, a preocupação do Ministério Público envolve não apenas a ocupação elevada, mas também as denúncias sobre falta de materiais e condições de atendimento.

Dívida supera R$ 500 milhões

A Santa Casa também enfrenta uma grave crise financeira. Durante a intervenção realizada em julho, foi apontado um endividamento superior a R$ 500 milhões.

Enquanto o recurso contra a decisão judicial tramita, o Ministério Público pretende manter o acompanhamento da instituição e cobrar informações sobre os problemas relatados.




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