Justiça aceita denúncia e torna réu acusado de latrocínio
Justiça torna réu homem acusado de matar idosa de Maringá em caso de latrocínio
Foto: Arquivo Pessoal/ Foto: Divulgação/ Polícia Civil do Paraná A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) e tornou réu o homem acusado de matar Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá.
Ele responderá a uma ação penal por latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.
O caso ganhou um novo capítulo após o corpo da idosa ser encontrado no Rio Tigre, em Nova Londrina, a cerca de 150 quilômetros de Maringá.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito e indiciou o investigado pelo crime.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase judicial, na qual serão apuradas as circunstâncias da morte e a participação do acusado.
Ele já estava preso e teve o mandado cumprido pela Polícia Civil em 22 de julho.
Investigação começou após desaparecimento
Dona Eulália desapareceu depois de deixar Maringá com destino a Nova Londrina. Ela viajou de ônibus para tratar da compra de um imóvel, mas não chegou ao destino e deixou de manter contato com familiares.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a idosa mantinha um relacionamento afetivo com o homem investigado.
Segundo a delegada Angélica Ferreira, responsável pelo caso, o suspeito teria utilizado essa aproximação para obter vantagem patrimonial.
A investigação reuniu diferentes elementos que ajudaram a polícia a chegar ao suspeito, entre eles imagens de câmeras de segurança, informações obtidas durante as buscas e um bilhete relacionado ao relacionamento entre os dois.
Corpo foi localizado quase um mês após desaparecimento
A localização do corpo de Eulália foi um dos principais momentos da investigação.
Um pescador encontrou a idosa presa entre galhos às margens do Rio Tigre, em Nova Londrina, quase um mês depois do desaparecimento.
Até então, familiares e equipes policiais buscavam informações que pudessem indicar o paradeiro da moradora de Maringá.
Com a descoberta do corpo, a Polícia Civil avançou na apuração sobre as circunstâncias da morte e passou a reunir novos elementos contra o investigado.
Bilhete chamou atenção dos investigadores
Entre as evidências analisadas pela Polícia Civil estava um bilhete com uma oração relacionada ao relacionamento de Eulália com o suspeito.
O papel também continha um contato associado ao homem investigado.
Conforme a delegada responsável pelo caso, esse elemento foi analisado em conjunto com o reconhecimento feito por um familiar e outras provas obtidas durante as diligências.
Os investigadores também analisaram imagens de câmeras de segurança que registraram os últimos passos da dona Eulália antes da viagem.
Acusado já responde ao processo
Com o recebimento da denúncia pelo Judiciário, o investigado passa oficialmente à condição de réu por latrocínio.
A ação penal seguirá na Justiça para apurar as circunstâncias do crime e a responsabilidade do acusado.
A acusação ainda será submetida ao contraditório e à análise judicial, não havendo, neste momento, condenação definitiva.
COMENTÁRIOS