STJ mantém prisão de tenente-coronel da PM.

O militar é réu por feminicídio da própria mulher em SP

EstadaoConteudo/
STJ mantém prisão de tenente-coronel da PM. Gisele foi morta em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça que teria sido disparado pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 Foto: Reprodução

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve a prisão de Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, em decisão liminar publicada nesta segunda-feira, 31.
Geraldo Neto é acusado de ter cometido feminicídio contra a mulher dele, a também PM Gisele Alves Santana, em fevereiro de 2026.

Fonseca é o relator do caso no STJ. Na liminar, o magistrado avaliou que é necessário manter a prisão cautelar em razão do risco de interferência na produção das provas e dos indícios de que o militar teria tentado eliminar vestígios e alterar o local onde a mulher foi encontrada morta.

O tenente-coronel foi denunciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
A investigação aponta que, no dia 18 de fevereiro, Geraldo teria segurado a companheira e atirado na cabeça dela após uma discussão.
Posteriormente, ele teria deitado o corpo de Gisele no chão e alterado a cena do crime para simular um suicídio, colocando a arma do crime na mão da vítima.

Ao STJ, a defesa do tenente-coronel defendeu a aplicação de medidas cautelares mais brandas que a prisão.
Os advogados do réu alegaram que o oficial estaria cooperando com as investigações, além de já ter passado à reserva na PM.

Contudo, Fonseca apontou que o decreto prisional está baseado na conveniência da instrução criminal e destacou que, além de o militar ocupar posição elevada na hierarquia da PM, o processo conta com diversos policiais arrolados como testemunhas.
Ao negar a liminar, o relator ressaltou que “é imprescindível uma análise mais aprofundada dos elementos de convicção dos autos, para se aferir a existência de constrangimento ilegal”.
O mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa ainda será julgado pela Quinta Turma.





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