Pedágios chegam a R$ 18,80 na região de Maringá

De R$ 9,90 a R$ 18,80: veja quanto custa passar pelos pedágios da região de Maringá

AEN/Pedagiadora/PortalEdsonValerio
Pedágios chegam a R$ 18,80 na região de Maringá Reprodução

O reajuste das tarifas em cinco praças da Via Araucária, que entrou em vigor nesta sexta-feira (28), chama atenção também para outro custo que voltou a fazer parte da rotina dos paranaenses: os pedágios nas principais rodovias que partem de Maringá para diferentes regiões do Estado.

No Norte e Noroeste, boa parte das cobranças utiliza o sistema eletrônico, o chamado free flow, no qual não existem cancelas e o veículo não precisa parar.

Nos principais corredores próximos a Maringá, as tarifas para automóveis variam entre R$ 9,90 e R$ 18,80 por passagem.

Dependendo do destino, uma viagem de ida e volta pode ultrapassar facilmente R$ 100 somente em pedágios.
Maringá não tem cobrança
Até o momento, não existe pórtico de cobrança dentro do município de Maringá.

O motorista começa a encontrar pedágios quando avança pelos principais corredores que ligam Maringá a Paranavaí, Campo Mourão, Apucarana e Londrina. Os valores mudam conforme a concessionária e a rodovia.
Presidente Castelo Branco: R$ 13,50 no caminho para Paranavaí

Quem sai de Maringá pela BR-376 em direção a Paranavaí encontra o pórtico de Presidente Castelo Branco.

A tarifa para automóveis é de:

Presidente Castelo Branco – BR-376: R$ 13,50

Na prática, uma viagem de Maringá a Paranavaí representa atualmente R$ 13,50 na ida e R$ 13,50 na volta, caso o motorista faça o mesmo percurso.

Total de ida e volta: R$ 27,00. O sistema é eletrônico e não possui cancela.

Paranavaí não tem pórtico cobrando dentro do município

Há uma diferença importante. Embora Presidente Castelo Branco faça parte do corredor utilizado por quem viaja para Paranavaí, não existe atualmente um pórtico cobrando tarifa dentro de Paranavaí.

Isso deverá mudar no entorno regional com a implantação de um novo ponto em Guairaçá, na BR-376.

A previsão contratual é de que a cobrança em Guairaçá possa começar até fevereiro de 2027.

O valor definitivo ainda dependerá das condições tarifárias autorizadas para o início da operação.

Mandaguari e Marialva: R$ 9,90

No sentido contrário, para quem deixa Maringá rumo a Mandaguari, Jandaia do Sul, Apucarana e posteriormente Curitiba ou Londrina, existe o ponto eletrônico localizado no trecho de Mandaguari/Marialva.

A tarifa é:
Mandaguari/Marialva – BR-376: R$ 9,90
É atualmente a menor tarifa entre os quatro pontos do Lote 4 administrados pela EPR Paraná.
Quem utiliza TAG recebe ainda o desconto básico previsto no contrato.

Arapongas e Rolândia: R$ 10,50

Quem continua a viagem em direção a Londrina encontra outro pórtico na BR-369, entre Arapongas e Rolândia.

O valor para automóvel é:
Arapongas/Rolândia – BR-369: R$ 10,50
Assim, quem parte de Maringá e segue pela rota até Londrina pode encontrar duas cobranças:

Mandaguari/Marialva: R$ 9,90

Arapongas/Rolândia: R$ 10,50

Somadas, representam R$ 20,40 por trecho.

Em uma viagem de ida e volta pelo mesmo caminho, são R$ 40,80 em pedágios nesses dois pontos.

Jataizinho tem tarifa de R$ 17,10

Mais adiante, na BR-369, existe ainda o pórtico de Jataizinho.

A tarifa é significativamente maior:
Jataizinho – BR-369: R$ 17,10
O ponto atinge principalmente quem segue além de Londrina em direção ao Norte Pioneiro e outras regiões do Estado. 
Entre os quatro pórticos atualmente operados pela EPR Paraná, Jataizinho possui a maior tarifa básica.

Floresta: R$ 18,80 no caminho para Campo Mourão

No outro extremo da Região Metropolitana de Maringá está uma das tarifas que mais pesam para quem utiliza regularmente a rodovia.

Quem sai de Maringá pela PR-317 em direção a Campo Mourão passa pelo ponto de cobrança de Floresta.

A tarifa é:
Floresta – PR-317: R$ 18,80
Isso significa que uma viagem entre Maringá e Campo Mourão custa R$ 18,80 somente de pedágio em cada sentido.
Na ida e volta: R$ 37,60.
É praticamente o dobro dos R$ 9,90 cobrados em Mandaguari/Marialva.

Campo Mourão não tem praça dentro da cidade

Assim como ocorre com Paranavaí, é importante fazer a localização corretamente.

A tarifa relacionada ao trajeto Maringá–Campo Mourão não fica dentro de Campo Mourão.

O ponto de cobrança está em Floresta, na PR-317.

O motorista que chega a Campo Mourão e encerra a viagem ali paga somente essa tarifa no trecho vindo de Maringá. Mas quem continua viagem em direção a Cascavel encontra novos pontos de cobrança.

Mamborê cobra outros R$ 18,80

Depois de Campo Mourão, no sentido Cascavel, o motorista encontra a cobrança de Mamborê, na BR-369.

O valor é o mesmo de Floresta: Mamborê – BR-369: R$ 18,80

Portanto, quem sai de Maringá, passa por Campo Mourão e segue adiante já acumula:
Floresta: R$ 18,80
Mamborê: R$ 18,80
Total: R$ 37,60 em um único sentido.
Corbélia também cobra R$ 18,80

Prosseguindo pela BR-369 em direção a Cascavel, aparece ainda a cobrança de Corbélia.

A tarifa também é: Corbélia – R$ 18,80
Isso cria um cenário pesado para quem percorre todo o corredor entre Maringá e Cascavel.
Somando os três pontos:

Floresta – R$ 18,80

Mamborê – R$ 18,80

Corbélia – R$ 18,80

Total em um sentido: R$ 56,40

Ida e volta: R$ 112,80

Esse cálculo considera apenas as tarifas básicas de automóveis e o percurso pelos três pontos.

Veja os principais valores próximos de Maringá

Presidente Castelo Branco – BR-376

R$ 13,50

Mandaguari/Marialva – BR-376

R$ 9,90

Arapongas/Rolândia – BR-369

R$ 10,50

Jataizinho – BR-369

R$ 17,10

Floresta – PR-317

R$ 18,80

Mamborê – BR-369

R$ 18,80

Corbélia – BR-369

R$ 18,80

Outros pontos importantes no Norte do Paraná

O novo sistema de concessões também possui cobranças em outros corredores importantes do Estado.

Na concessão administrada pela Motiva Paraná, dois pontos funcionam com pedágio eletrônico:
Tamarana – PR-445: R$ 10,80
Mauá da Serra – BR-376: R$ 10,80
Esses valores passaram a ser cobrados em junho.
Motocicletas são isentas e usuários com TAG recebem desconto básico de 5%, além de descontos progressivos previstos para motoristas frequentes.

Free flow não significa pedágio por quilômetro, pelo menos por enquanto

Um ponto que ainda causa confusão é o próprio conceito de free flow. O sistema permite que o veículo passe sem parar em uma cabine ou cancela.

Câmeras, sensores e antenas identificam a placa ou a TAG e registram automaticamente a passagem.

Entretanto, nos pórticos paranaenses desta primeira etapa, a substituição das antigas praças pelo sistema eletrônico não significa necessariamente que o motorista esteja pagando apenas pelos quilômetros efetivamente percorridos.

As tarifas ainda seguem os valores definidos para cada ponto de cobrança dentro dos contratos de concessão.

A cobrança proporcional à distância percorrida é uma possibilidade de evolução futura do modelo.

Quem tem TAG pode pagar menos

Nos pórticos da EPR Paraná, veículos que utilizam TAG têm 5% de desconto básico automático.

Para automóveis também existe o Desconto de Usuário Frequente (DUF).

Nesse sistema, o preço diminui progressivamente conforme o motorista passa repetidamente pelo mesmo pórtico, no mesmo sentido e dentro do mesmo mês.

Em alguns pontos, a redução acumulada pode ser bastante elevada.

O benefício é especialmente importante para moradores que utilizam diariamente a rodovia para trabalhar ou estudar.

Sem TAG, motorista precisa lembrar de pagar

Quem não utiliza TAG não fica dispensado da tarifa.

As câmeras registram a placa do veículo e o motorista precisa consultar a passagem nos canais oficiais da concessionária. O prazo geral para quitação é de até 30 dias após a passagem.

O pagamento pode ser feito pelos aplicativos, sites e pontos disponibilizados pelas concessionárias.

O sistema elimina a parada na estrada, mas transfere ao motorista sem TAG a responsabilidade de verificar se existem passagens pendentes. Como facilidade, a cobrança também vai para o aplicativo CNH, onde o motorista poderá verificar valores e como pagar.

Pedágios do Paraná voltando ao orçamento das famílias

Depois de alguns anos sem cobrança em diversos trechos do Estado, a entrada em funcionamento dos novos contratos recolocou o pedágio na rotina de quem trabalha, estuda ou viaja entre cidades da região.

Para um motorista que utiliza diariamente determinados corredores, uma diferença aparentemente pequena por passagem pode representar centenas de reais ao final do mês.
E o impacto varia bastante conforme o destino.
Hoje, entre os principais pontos próximos de Maringá analisados, a tarifa vai de R$ 9,90 em Mandaguari/Marialva a R$ 18,80 em Floresta.
Com novos pórticos ainda previstos pelo programa de concessões, a geografia dos pedágios no Norte e Noroeste do Paraná continuará mudando nos próximos anos.




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