investigação revela como funciona fraude no Detran
Casal é apontado como peça central de esquema que teria realizado mais de 600 fraudes no Detran-DF
Reprodução Detalhes apresentados pela Justiça ajudam a explicar como funcionaria o esquema de fraudes no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) que levou à prisão de um casal apontado pelas investigações como integrante do núcleo de comando da organização.
Segundo a denúncia que tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o servidor Alexandre Macedo da Rosa teria utilizado seus acessos ao sistema Getran para realizar alterações e também repassar credenciais a terceiros.
A investigação aponta que o acesso indevido aos sistemas do Detran-DF era utilizado para promover transferências irregulares de veículos.
Já Shana Rodrigues Macedo, conforme descrito na denúncia, teria um papel relacionado à movimentação financeira do grupo. A mulher teria disponibilizado sua conta bancária para receber valores de propina, inclusive por meio de transferências via Pix.
De acordo com o Ministério Público, a utilização da conta teria como finalidade dissimular e ocultar a origem dos valores.
Mais de 600 operações sob investigação
A apuração conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) identificou centenas de movimentações consideradas suspeitas.
Segundo a investigação, ao menos 600 operações teriam sido realizadas utilizando a senha de uma servidora do Detran-DF em períodos nos quais ela não estava trabalhando.
O caso levou à deflagração de uma operação policial em maio, com o objetivo de desarticular o grupo suspeito de acessar ilegalmente os sistemas do órgão e alterar registros relacionados a veículos.
Além de Alexandre e Shana, também foram alvo da investigação Caio Raffael Furtado e Pedro Cruz Filho.
Defesa tenta derrubar prisão preventiva
Alexandre e Shana se entregaram em junho, no Rio Grande do Sul, após a operação.
Desde então, os advogados do casal vêm tentando reverter a prisão preventiva.
Até o momento, quatro pedidos foram apresentados à Justiça, sendo o mais recente protocolado nesta quarta-feira (26).
As solicitações ainda estão sendo analisadas pelo Judiciário.
A investigação segue em andamento, e as acusações apresentadas na denúncia ainda serão submetidas ao devido processo legal.
A reportagem busca contato com as defesas dos demais investigados. O espaço permanece aberto para manifestações.
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