Crise entre prefeito e vice vem a público.

Vice de Nova Esperança acusa prefeito de afastá-lo da gestão e barrar atuação de deputado

O DiariodeMaringa/Gilmar Ferreira/PortalEdsonValerio
Crise entre prefeito e vice vem a público. Eduardo Pasquini e Carlos Roberto/Reprodução

A relação entre o prefeito Eduardo Pasquini e o vice-prefeito Carlos Roberto da Silva, de Nova Esperança, está longe de uma convivência tranquila.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Carlos contestou declarações do prefeito sobre a chegada de recursos ao município e afirmou que não existe mais união entre os dois dentro da administração.

O vice-prefeito também acusou Pasquini de ter impedido que o deputado estadual Do Carmo atuasse politicamente na busca de investimentos para Nova Esperança junto ao Governo do Paraná.

Segundo Carlos, o parlamentar já havia destinado recursos ao município durante a gestão do ex-prefeito Moacir Olivatti e, neste ano, apresentado novos pedidos de investimentos.
Entre as iniciativas citadas pelo vice estão recursos para o programa Escola Mais Bonita e uma carreta voltada à qualificação profissional.
Carlos afirmou ainda que outra Carreta do Conhecimento deixou de ser enviada ao município porque, segundo ele, o prefeito teria recusado o projeto.
“Uma porque o prefeito recusou a outra Carreta do Conhecimento, que seria uma carreta de qualificação. Ele recusou, usou algumas desculpas que não colaram e recusou”, afirmou.

Disputa envolve representação junto ao Governo do Paraná

Carlos declarou que Pasquini não teria permitido que Do Carmo representasse Nova Esperança junto à Casa Civil do Paraná.

Na avaliação do vice-prefeito, essa decisão teria limitado a participação do deputado na articulação de investimentos estaduais para o município.

Ele citou programas como Asfalto Novo, Vida Nova e Ilumina Paraná, além de obras de pavimentação em concreto, e destacou que os recursos são provenientes do Governo do Paraná, comandado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo Carlos, outros deputados tiveram autorização para acompanhar e divulgar investimentos destinados à cidade, enquanto Do Carmo não teria recebido o mesmo espaço.

Relação teria piorado após visita de deputado

O vice-prefeito também apontou um episódio que, segundo ele, marcou a mudança na relação com Pasquini.

Carlos afirmou que recebeu Do Carmo no gabinete e que, depois daquele encontro, a relação com o prefeito teria se deteriorado.

“Depois daquele dia, nada mais foi igual”, relatou.

Ainda segundo o vice-prefeito, Pasquini deixou de receber Do Carmo e não teria criado condições para que o deputado participasse da articulação de recursos para Nova Esperança.

Vice diz que foi afastado da rotina da Prefeitura

A manifestação de  Carlos Roberto da Silva não ficou restrita à disputa envolvendo os recursos estaduais. Ele também afirmou ter sido afastado da rotina administrativa da Prefeitura.

O vice-prefeito declarou que não é convidado para reuniões e inaugurações e que teria sido excluído de um grupo de WhatsApp utilizado por integrantes da administração municipal.

“Eu não sou convidado para nenhum tipo de inauguração, para nenhum tipo de reunião. Fez-se um grupo de WhatsApp sem a minha presença”, afirmou.

Carlos também explicou por que não frequenta diariamente o prédio da Prefeitura.

“Eu não vou à Prefeitura trabalhar porque a gente só vai onde é bem recebido. Quando a gente não é bem recebido, a gente não vai”, disse.

“Ninguém está unido e em paz”, afirma vice

Em outro trecho do vídeo, o vice prefeito de Nova Esperança, Carlos Roberto da Silva foi direto ao negar que exista uma relação harmoniosa entre prefeito e vice.

“Ninguém está unido e em paz desse jeito. Esse negócio de que o vice-prefeito e o prefeito estão em paz, por favor, dá para ver”, afirmou.

Apesar do rompimento político, Carlos disse que pretende continuar percorrendo a cidade e ouvindo os moradores.

Segundo ele, o trabalho deve ser feito diretamente nas ruas, onde estão as principais demandas da população.

“Eu não preciso de gabinete. Eu preciso da rua”, concluiu.

As declarações de Carlos Roberto da Silva colocam publicamente em evidência a crise política dentro da administração de Nova Esperança. As acusações apresentadas no vídeo representam a versão do vice-prefeito sobre o relacionamento com Pasquini e sobre a articulação de recursos estaduais.




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