Falso delegado é alvo da Denarc.

O falso policial intimidou e enviou supostas intimações em Londrina

PCPR/CBNLondrina/PortalEdsonValerio
Falso delegado é alvo da Denarc. Reprodução Redes Sociais.

Uma suposta intimação enviada a uma moradora de Cambé ajudou a revelar um esquema no qual um homem de 49 anos se apresentava como delegado da Polícia Civil e dizia trabalhar na Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) de Londrina.

A investigação avançou até uma operação realizada nesta terça-feira (18), quando policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no endereço ligado ao suspeito.

Segundo a apuração, ele utilizava mensagens, redes sociais e documentos com aparência oficial para sustentar a falsa condição de autoridade policial e intimidar pessoas. Há também relatos investigados de pedidos de dinheiro.

Carteira simulava identificação da Polícia Civil

Entre os objetos apreendidos estava uma carteira de couro preta com o brasão da República e a inscrição “Polícia Civil”, aparentemente utilizada para simular uma identificação funcional.
Os agentes também encontraram um simulacro de pistola, um carregador com 15 munições intactas calibre .380 e um telefone celular, que deverá passar por perícia.
A apreensão chama atenção justamente porque, de acordo com a Polícia Civil, o homem se apresentava às vítimas como integrante da própria Denarc.
A unidade especializada possui núcleo de atuação em Londrina e integra a estrutura da Divisão Estadual de Narcóticos da PCPR.
Caso começou após falsa intimação

As investigações teriam começado em junho deste ano.
Segundo o delegado da Denarc de Londrina, Adilson José da Silva, um advogado procurou a unidade depois que uma cliente, moradora de Cambé, recebeu uma suposta intimação enviada pelo investigado.
No documento, ele teria se apresentado como delegado. A partir dessa denúncia, os policiais passaram a levantar outros elementos sobre a atuação do homem e chegaram ao pedido de busca autorizado pela Justiça.
Polícia procura outras possíveis vítimas

O celular apreendido é considerado uma das principais peças para a continuidade da investigação.
A perícia poderá ajudar a identificar mensagens enviadas, contatos mantidos pelo suspeito e outras pessoas que eventualmente tenham sido abordadas utilizando a falsa condição de policial.
A Polícia Civil também pretende esclarecer qual era o objetivo de cada abordagem e se houve obtenção de valores ou outras vantagens.
O homem é investigado por crimes relacionados à usurpação de função pública, falsa identidade, estelionato e posse irregular de munições, conforme o procedimento divulgado pela PCPR.
Reportagem da CBN Londrina informou que o investigado trabalhava como segurança e já havia sido preso em 2024 por porte ilegal de arma de fogo.
Investigação continua

O cumprimento do mandado não encerra o caso. Os objetos serão submetidos a exames e o conteúdo do telefone deverá ser analisado antes da conclusão do inquérito. Um dos principais objetivos agora é determinar há quanto tempo o suspeito utilizava a falsa identidade policial e quantas pessoas podem ter sido abordadas ou intimidada por ele.




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