Vítima de incêndio criminoso morre após 58 dias internada

Folhalondrina/PortalEdsonValerio
Vítima de incêndio criminoso morre após 58 dias internada Foto: Reprodução /

Claudineia Ramos dos Santos, de 38 anos, morreu neste domingo (16), após permanecer quase dois meses internada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário da UEL, em Londrina. Ela foi uma das vítimas de um incêndio criminoso ocorrido em 19 de junho, no Jardim Tupi, em Cambé.
Claudineia sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo e foi inicialmente encaminhada à Santa Casa de Cambé.
Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser intubada e transferida para o CTQ, onde permaneceu internada até a morte.
Outras duas pessoas estavam na residência no momento do incêndio: a filha de Claudineia, de 16 anos, e um homem de 37 anos.
Os dois também ficaram feridos e continuam internados em unidades especializadas para tratamento de queimaduras, em Londrina.
Segundo as informações médicas repassadas, a adolescente está consciente e em estado estável.
Já o homem apresenta quadro grave e precisou passar por uma traqueostomia.
Laudo confirmou ação criminosa
A investigação conduzida pela Polícia Civil de Cambé apontou que o incêndio não foi acidental.
Um laudo elaborado pela Polícia Científica identificou sinais de que o fogo foi provocado deliberadamente.
Durante a perícia, foram encontrados móveis e objetos queimados em diferentes pontos da residência, além de marcas de fuligem e um galão com cerca de três litros de gasolina, parcialmente consumido pelo calor. O trabalho pericial também indicou que o incêndio começou em pontos distintos da casa, incluindo a sala e a cozinha, antes de se espalhar pelos demais cômodos.
A análise da instalação elétrica não encontrou sinais de curto-circuito.
Os peritos também descartaram outras possibilidades, como queda de raio e autoignição de substâncias químicas.
A conclusão foi de que o fogo teve origem humana.
Suspeito continua foragido
O ex-cunhado de Claudineia, Antônio Carlos Fermino da Silva, é procurado pela polícia.
Antes da morte da vítima, ele já era investigado por tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio em razão do incêndio.
Após o crime, Antônio Carlos fugiu e permanece foragido. Há contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Com a morte de Claudineia, o caso deverá ter novo enquadramento criminal, que será definido no decorrer da investigação e das providências judiciais.
O corpo da vítima foi sepultado nesta segunda-feira (17), em Cambé.




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