Processo que pode punir Lindbergh ganha relator

Conselho de Ética escolhe relator de ação do Novo contra Lindbergh Farias

CamaradosDeputados/PortalEdsonValerio
Processo que pode punir Lindbergh ganha relator Reprodução

O processo disciplinar contra o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) avançou no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados com a escolha do parlamentar que ficará responsável pela relatoria.
O deputado Acácio Favacho (MDB-AP) foi formalmente designado para analisar a Representação 9/2026, apresentada pelo Partido Novo contra o petista. A informação consta na tramitação oficial da Câmara.
O procedimento tem origem em declarações feitas por Lindbergh contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) durante uma reunião da CPMI do INSS.
O Novo sustenta que houve quebra de decoro parlamentar e pede a aplicação das punições previstas pelas regras da Câmara. A representação chegou ao Conselho de Ética em abril.
Novo questiona acusação
O episódio ocorreu durante uma discussão na CPMI do INSS, quando Lindbergh chamou Alfredo Gaspar de “estuprador”. Na representação, o Novo argumenta que a acusação foi feita sem que o parlamentar apresentasse naquele momento elementos capazes de comprovar a prática do crime atribuído a Gaspar.
A legenda também cita manifestações posteriores de Lindbergh e o encaminhamento de uma notícia-crime às autoridades para que a denúncia fosse investigada.
Para o partido, a conduta ultrapassou os limites do embate político e parlamentar e atingiu a honra do deputado alagoano.
A abertura do processo disciplinar, no entanto, não significa que o Conselho já tenha reconhecido a existência de quebra de decoro. Essa conclusão dependerá da análise do processo, da defesa do parlamentar e das etapas previstas no Conselho.
Processo estava sem relator havia meses
A representação foi protocolada originalmente em 30 de março e encaminhada ao Conselho de Ética em abril. O processo disciplinar foi instaurado em 29 de abril. Na ocasião, três deputados foram sorteados para a lista destinada à escolha do relator.
Depois de uma alteração na composição do Conselho, foi necessário realizar novo sorteio. Em 9 de junho, Acácio Favacho entrou na lista, sendo finalmente designado relator em 10 de agosto.
Agora caberá ao parlamentar do MDB analisar os documentos, as manifestações das partes e os elementos reunidos no processo antes de apresentar seu parecer.
A ficha da Câmara registra atualmente a representação como “aguardando parecer do relator”.
Acusação ganhou novo peso
O caso passou a ter repercussão ainda maior depois que Alfredo Gaspar foi escolhido para integrar como candidato a vice-presidente a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano.
Gaspar nega a acusação de crime sexual e afirma ser alvo de uma denúncia falsa.
Nesta quarta-feira (12), Lindbergh voltou a defender a apuração do caso. O petista afirmou que encaminhou informações às autoridades e sustentou que cabe à Polícia Federal investigar e esclarecer os fatos.
As versões relacionadas à denúncia que deu origem à controvérsia também passaram a ser examinadas pelas autoridades. O homem que inicialmente levou informações sobre o suposto crime apresentou versões diferentes ao longo dos últimos meses, enquanto Gaspar continua negando a acusação.
Conselho analisa representação contra Gaspar
A disputa entre os dois parlamentares não chegou ao Conselho de Ética por apenas um caminho.
Há também a Representação 10/2026, apresentada pelo PT contra Alfredo Gaspar, na qual o partido acusa o deputado de ter feito ofensas e acusações contra Lindbergh durante a mesma sequência de confrontos na CPMI do INSS. No processo agora relatado por Acácio Favacho, porém, o representado é Lindbergh. O parecer do relator será uma das próximas etapas para definir se a representação seguirá adiante e qual encaminhamento será proposto ao Conselho de Ética.




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