Lula (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores em São Paulo neste domingo, 2, para fazer críticas às emendas parlamentares e ao fundo partidário, apontando que os recursos são muito elevados e atrapalham a governança e favorecem a corrupção.
"Fundo partidário não me agrada, porque leva os partidos para a promiscuidade ( ... ).
É uma invenção que nós precisamos mudar. Eu quero que vocês saibam que meu quarto mandato será para mandar muita coisa neste país.
Vai ter briga com emenda parlamentar ( ... ). Não posso aceitar que o presidente da República perca seus direitos ( ... ). Vai ter briga democrática ( ... ). A gente vai ter que ser mais ousados para mudar muita coisa", declarou o petista.
“Eu preferia a política antigamente, quando meu partido tinha que vender camiseta para fazer suas ações”, completou Lula.
O presidente foi confirmado na disputa eleitoral, que será sua sétima desde 1989. Ele tentará conquistar o seu quarto mandato.
Ele também afirmou que quer conquistar o quarto mandato para "resolver de vez o problema da educação neste país" e para pagar uma dívida com os idosos, "precisamos criar um espaço para o idoso, não para ele ficar trancado, mas para ele nadar, passar o tempo e até para namorar se encontrar uma parceira", disse.
"No meu quarto mandato, não quero Lulinha paz e amor, eu quero Lulinha porreta", afirmou.
Liderando todas as pesquisas de intenção de voto, de primeiro e segundo turno, Lula disputará seu quarto mandato presidencial. Seu principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio confirmou a candidatura dele no final de semana passado.
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