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Maringá,03/08/2026

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Filho é condenado por ocultar corpo da mãe.

Britânico manteve mãe morta em freezer e recebeu mais de £ 78 mil em benefícios

South Wales Police/
Filho é condenado por ocultar corpo da mãe. Divulgação/ South Wales Police

Um britânico de 60 anos foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão depois de manter o corpo da própria mãe dentro de um freezer por quase três anos e continuar recebendo aposentadoria e benefícios sociais pagos em nome dela. Christopher Phillips recebeu a sentença nesta segunda-feira, 3 de agosto, na Corte da Coroa de Merthyr Tydfil, no País de Gales. Ele havia admitido anteriormente duas acusações de fraude e o crime de impedir um sepultamento legal e digno.
A mãe dele, Sylvia Phillips, de 89 anos, morreu em 8 de março de 2023. Em vez de comunicar o falecimento, Christopher comprou um freezer horizontal e colocou o corpo dentro do equipamento, instalado na sala da casa onde os dois viviam, na cidade litorânea de Porthcawl.
Durante esse período, o filho recebeu £ 78.190,92, valor equivalente a aproximadamente R$ 534 mil, conforme a conversão apresentada no material original. O dinheiro incluía aposentadoria, crédito previdenciário, auxílio por cuidados especiais, benefício de moradia e pagamentos relacionados ao custo de vida e ao inverno.
Corpo foi encontrado após visita da polícia
O caso começou a ser descoberto em 17 de fevereiro de 2026, depois que profissionais de saúde demonstraram preocupação com o paradeiro de Sylvia. Apesar de não ser vista pela equipe médica desde 2022, receitas e medicamentos continuavam sendo retirados em nome dela. Ao receber os policiais, Christopher afirmou que a mãe estava em Londres, hospedada na casa de parentes. Questionado sobre quem eram os familiares e onde moravam, ele não soube fornecer os endereços.
Os agentes entraram na residência e encontraram um freezer com flores colocadas sobre a tampa. Dentro do equipamento estava o corpo de Sylvia.
O freezer estava coberto por uma manta com estampa de onça. Próximo ao corpo, havia rosas e um cartão de aniversário com a mensagem “Para mamãe, de Christopher e Tina”. Tina era o nome do cachorro da família.
Fraude continuou após a morte
A investigação mostrou que Christopher não comunicou o falecimento ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido nem ao Conselho do Condado de Bridgend. Além de acessar as contas bancárias da mãe, ele continuou retirando receitas médicas e informando aos profissionais de saúde que Sylvia não queria comparecer às consultas ou realizar exames. Durante o interrogatório policial, Christopher permaneceu em silêncio e respondeu apenas “sem comentários” às perguntas dos investigadores.
A defesa afirmou que o britânico era muito ligado à mãe, com quem teria vivido durante aproximadamente 50 anos, e que cuidava dela desde 2008. Segundo a advogada, Christopher disse que não conseguia aceitar a perda e que continuava conversando com a mãe como se ela estivesse viva.
A causa da morte de Sylvia ainda não foi determinada. Um inquérito deverá analisar as circunstâncias do falecimento, embora as autoridades não tenham divulgado indícios de que Christopher tenha provocado a morte da idosa.




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