Presos suspeitos pela morte de empresário.
Suspeito de ajudar a ocultar corpo de empresário é encontrado na Grande São Paulo
Reprodução PCSP/Redesocial O quinto suspeito de envolvimento no sequestro e assassinato do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi preso na sexta-feira (24), na Grande São Paulo. Wagno Barbosa dos Santos, conhecido pelo apelido de “Grande”, foi localizado em uma clínica de reabilitação na região de Caucaia do Alto, distrito de Cotia.
A prisão ocorreu depois de uma denúncia anônima recebida pelo Comando de Força Patrulha do 33º Batalhão da Polícia Militar. Conforme a investigação, Wagno teria procurado o local para se esconder e evitar a captura.
Suspeito teria participado da ocultação
A participação atribuída a Wagno aparece em dois momentos do crime.
Segundo a Polícia Civil, ele teria ajudado no sequestro e, depois, na ocultação do corpo de Marcelo. Uma informação apurada pelo SBT aponta que o suspeito teria recebido — ou recebido a promessa de — R$ 20 para ajudar a colocar o corpo no rio.
Esse detalhe ainda faz parte da investigação e deverá ser confrontado com depoimentos e outras provas. Com a prisão, os cinco homens identificados como participantes do crime estão detidos, segundo a atualização divulgada sobre o caso.
Além de Wagno, estão presos Lucas Soares de Lima, apontado como mentor; Paulo Sérgio Soares de Almeida; Júlio César Moura Batista; e outro suspeito conhecido como “Capivara”.
Pai encontrou o corpo durante as buscas
Marcelo estava desaparecido desde a noite de 16 de julho, quando deixou o prédio onde morava, em Carapicuíba. Durante uma semana, familiares, amigos e equipes de segurança fizeram buscas por áreas de mata e trechos de rio indicados durante a investigação.
O corpo foi encontrado na quinta-feira (23), boiando em um curso d’água na região do Rio Cotia. A localização foi feita pelo próprio pai da vítima, que participava das buscas com outros familiares. Marcelo estava dentro de um saco preto. O corpo foi retirado e encaminhado ao Instituto Médico-Legal para os exames periciais.
Polícia aponta emboscada e extorsão
A investigação indica que Marcelo foi atraído para um imóvel por uma pessoa que conhecia e em quem confiava. No local, teria sido mantido em cárcere enquanto os suspeitos realizavam transferências bancárias utilizando as contas da vítima. A quantia retirada chegou a aproximadamente R$ 8 mil.
Vestígios de sangue também foram encontrados no imóvel e no carro blindado de Marcelo, abandonado depois do desaparecimento. A linha policial aponta que ele foi morto para evitar que reconhecesse e denunciasse os envolvidos.
O caso é investigado como homicídio qualificado pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba. A apuração continua para definir a participação individual de cada suspeito e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
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