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Maringá,27/07/2026

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Condenado a 31 anos de cadeia.

Homem de 68 anos matou uma jovem indígena a facada em fevereiro do ano passado.

Ana Ehlert /Ministério Público/PortalEdsonValerio
Condenado a 31 anos de cadeia. Reprodução MP-PR/

Um homem, de 68 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do Paraná, por matar uma jovem indígena.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.
O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra.
Conforme as investigações, o homem foi até a residência da adolescente e a atacou com golpes de arma branca. Jessicléia estava em casa acompanhada de duas crianças e morreu ainda no local. Após o crime, o acusado fugiu, mas foi localizado e preso durante uma operação que mobilizou forças de segurança. Ele a matou, porque havia sido ignorado por ela em suas tentativas de "namoro".
Denúncia contra idoso de matar indígena
MP denuncia idoso suspeito de matar adolescente indígena por ela não querer  se relacionar com ele no PR | G1Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.
Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.
Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.
Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.




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