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Maringá,24/07/2026

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Nasa mostra sobrevoo por Marte.

Missão Psyche se aproximou do planeta vermelho durante sua trajetória rumo a asteroide localizado no cinturão principal entre Marte e Júpiter

Missão Psyche /NASA/
Nasa mostra sobrevoo por Marte. Fotos: NASA/JPL-Caltech/ASU/True Story Films

A Nasa divulgou um vídeo impressionante com imagens registradas pela sonda espacial Psyche durante seu sobrevoo por Marte, realizado em maio.
A manobra aproveitou a gravidade do planeta vermelho para aumentar a velocidade da espaçonave e ajustar levemente sua trajetória rumo ao asteroide Psyche, onde a missão deve chegar em agosto de 2029. Os cientistas responsáveis pela jornada puderam testar os instrumentos científicos da nave, que funcionaram como planejado e ofereceram algumas novas informações sobre Marte.
“Não prevíamos grandes descobertas, considerando o quanto o planeta já foi estudado, mas complementamos a ciência de Marte com os dados coletados por meio da perspectiva única da Psyche", conta em comunicado Lindy Elkins-Tanton, investigadora principal da missão Psyche na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos.
Uma imagem em núcleos falsos de Marte, utilizando dados capturados pela sonda Psyche da NASA durante sua passagem pelo planeta em 15 de maio de 2026. No canto superior direito, está a cratera Huygens, com seus anéis, medindo 470 km de diâmetro duplo — Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU
Instrumentos testados no sobrevoo
Um dos instrumentos avaliados durante a manobra foi o espectrômetro de raios gama e nêutrons, que será usado para identificar os elementos químicos presentes na superfície do asteroide Psyche.
O equipamento faz isso ao medir a radiação emitida naturalmente pelos materiais, incluindo raios gama e nêutrons.
Durante o sobrevoo por Marte, porém, a espaçonave passou a cerca de 4.609 quilômetros de altitude — distância grande demais para detectar os raios gama emitidos pela superfície do planeta.
Ainda assim, quando a missão atingiu o ponto de maior aproximação, o espectrômetro registrou um aumento na taxa de contagem de nêutrons, conforme previsto pelos cientistas.
Outro instrumento utilizado pela Psyche, este desde o início da jornada da espaçonave, lançada em 2023, é um magnetômetro, capaz de medir o campo magnético do asteroide. O equipamento ajudará a missão a testar a hipótese de que o objeto seja o núcleo metálico de um planetesimal — um componente fundamental de um planeta rochoso.
“À medida que a espaçonave se aproximava de Marte, o magnetômetro detectou um aumento intenso no campo magnético correspondente à região de choque de proa, onde o vento solar colide com o campo magnético do planeta”, afirma Ben Weiss, investigador principal adjunto da missão Psyche. “Este esforço de calibração durante a passagem próxima validou o desempenho do instrumento em condições dinâmicas, ao mesmo tempo que revelou a fascinante física do magnetismo planetário."
Registros em vídeo
Durante a aproximação máxima, os imageadores da Psyche capturaram também imagens detalhadas da superfície de Marte, incluindo crateras eólicas, a calota polar sul e a grande cratera Huygens, com seus anéis duplos.
O vídeo em time-lapse a seguir mostra os registros:

Jim Bell, líder do instrumento de imagem Psyche na Universidade Estadual do Arizona, explica que as imagens, além de belas, permitiram aos pesquisadores testarem a calibração e sensibilidade à luz difusa, detectando as luas marcianas Fobos e Deimos a uma grande distância como parte de um treino para a busca por satélites que será aplicado futuramente em Psyche.
Agora, a equipe está comparando as imagens com dados de outras missões em Marte, como o Mars Reconnaissance Orbiter, o orbitador Mars Odyssey e os rovers Curiosity e Perseverance.
Psyche permanece em direção ao asteroide alvo, localizado no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter.
"Esta assistência gravitacional levou anos para ser planejada, e a equipe de navegação acertou em cheio — a Psyche sobrevoou Marte exatamente na trajetória necessária para nos colocar no caminho certo para o encontro com o asteroide no verão de 2029", comenta Bob Mase, gerente do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, no sul da Califórnia.




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