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Maringá,11/07/2026

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Sarandi cresce 43% em 12 anos.

O município ganha força no novo eixo de investimentos com Maringá

Hoje/Ipardes/Secovi Maringá/IBGE/PortalEdsonValerio
Sarandi cresce 43% em 12 anos. Reprodução

Por muitos anos, milhares de moradores de Sarandi fizeram o mesmo caminho todos os dias: saíam de casa pela manhã para trabalhar, estudar ou buscar serviços em Maringá e retornavam ao município no fim do dia. Essa dinâmica ainda existe. Mas Sarandi começa a mostrar um novo perfil.
O rápido crescimento populacional, a expansão urbana de Maringá e a chegada de novos empreendimentos estão redesenhando a relação entre as duas cidades. 
Os números ajudam a entender o tamanho dessa transformação.
Sarandi tinha 82.847 habitantes em 2010. No Censo de 2022, a população chegou a 118.455 pessoas.
Em apenas 12 anos, o crescimento foi de aproximadamente 43%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
PROJEÇÃO APONTA QUASE 210 MIL HABITANTES
E a expansão pode continuar nas próximas décadas. 
As projeções populacionais do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indicam que Sarandi poderá chegar a 209.750 habitantes em 2050. O levantamento projeta 130.263 moradores em 2025, 161.361 em 2035 e quase 210 mil no fim do período analisado.
Isso representa crescimento projetado de 61% entre 2025 e 2050. Sarandi aparece entre os municípios com expansão populacional mais expressiva do Paraná.
Se a projeção se confirmar, a cidade estará entre as 11 maiores do Estado em população em 2050, à frente de municípios tradicionais como Toledo, Guarapuava, Umuarama, Arapongas e Apucarana, considerando os números projetados pelo Ipardes.
CRESCIMENTO DE MARINGÁ AVANÇA PARA A REGIÃO
O movimento de Sarandi também acompanha a força econômica e imobiliária de Maringá.
A cidade-polo liderou por quatro vezes, entre as cinco edições mais recentes citadas no levantamento, o Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), da Macroplan, que analisa os 100 maiores municípios brasileiros em indicadores de Educação, Saúde, Segurança e Saneamento e Sustentabilidade.
No mercado imobiliário, dados da DWV Inteligência de Mercado colocaram Maringá na terceira posição entre as cidades com maior valorização de imóveis novos e lançamentos no recorte de 2025, atrás de Torres e Fortaleza.
Esse ambiente começa a ultrapassar os limites territoriais de Maringá.
Para o presidente do Secovi Maringá, Marco Tadeu Barbosa, fatores como planejamento urbano, infraestrutura e qualidade de vida ajudam a explicar a força do mercado regional. 
Na avaliação dele, “a valorização imobiliária está diretamente ligada à percepção de qualidade de vida”.
SARANDI ENTRA NO MAPA DA EXPANSÃO
Para o mercado imobiliário, já não basta observar apenas o perímetro de Maringá.
Sarandi, Paiçandu e Mandaguaçu começam a ser analisadas dentro de uma lógica regional de expansão urbana. 
No caso de Sarandi, a ligação com Maringá é ainda mais evidente. A proximidade física, o deslocamento diário da população e a expansão dos bairros criaram um eixo urbano cada vez mais integrado. As duas cidades também fazem parte da Região Metropolitana de Maringá, atualmente composta por 26 municípios.
Segundo Marco Tadeu Barbosa, loteamentos, condomínios horizontais, imóveis mais compactos e empreendimentos de uso misto tendem a ganhar espaço nesse cenário.
COMÉRCIO E SERVIÇOS ACOMPANHAM NOVOS BAIRROS
A mudança também começa a aparecer na oferta de comércio e serviços em áreas de expansão de Sarandi. Um dos exemplos recentes é a implantação do Alameda Mall, empreendimento no modelo open mall na região do Jardim Centro Cívico.
O projeto surge próximo a novos empreendimentos residenciais e em uma área de ligação direta com Maringá. Mais do que um empreendimento isolado, iniciativas desse perfil mostram uma movimentação do setor privado para atender uma população que cresce e passa a exigir serviços mais próximos de casa.
O DESAFIO É CRESCER COM ESTRUTURA
O crescimento acelerado também traz desafios. 
Mais moradores significam maior demanda por mobilidade, saúde, educação, saneamento, infraestrutura viária e serviços públicos.
A própria projeção do Ipardes mostra que o crescimento populacional do Paraná deverá se concentrar cada vez mais em grandes centros urbanos. As regiões intermediárias de Cascavel e Maringá estão entre as áreas com maior perspectiva de manutenção do crescimento nas próximas décadas.
Para Sarandi, portanto, o cenário vai além do mercado imobiliário.
A cidade que durante décadas teve sua imagem fortemente ligada ao deslocamento de trabalhadores para Maringá agora entra em uma fase na qual precisará criar estrutura, serviços e oportunidades para uma população que pode se aproximar de 210 mil habitantes.
Maringá continua sendo o principal polo regional.
Mas os números indicam que o crescimento já não cabe apenas dentro dos limites de Maringá — e Sarandi começa a ocupar uma posição cada vez mais importante nesse novo mapa metropolitano.




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