'Citizen Vigilante', vira jogo para o PS 5
Lançado exclusivamente no PlayStation 5, título é baseado em filme controverso de Uwe Boll que ganhou holofotes por conta de Elon Musk
Polygon Art O diretor alemão Uwe Boll, responsável por produzir algumas das adaptações mais infames de filmes baseados em jogos, agora inovou no processo, resolvendo transpor Citizen Vigilante, última obra feita pelo cineasta para os jogos. Boll anunciou a novidade pela rede social X, trazendo algumas imagens. Ele disse que o título chega neste 17 de julho. O jogo é produzido pela Polygon Art, estúdio também alemão, que tem vários jogos independentes de tiro.
O filme em que o título é baseado causou muita polêmica, por trazer mensagens anti-imigratórias e xenófobas. O longa traz Armie Hammer — Call me By Your Name, A Rede Social e O Cavaleiro Solitário — de volta aos holofotes.
Após um período longe de Hollywood devido a acusações pesadas de assédio e até canibalismo, esse seria o retorno após 5 anos, contudo o ator declarou que ficou “enojado” quando assistiu o produto final de Uwe Boll.
O longa traz Hammer como Sanders, um homem que vai a Europa e revoltado com a criminalidade local, se torna um justiceiro, que é apoiado fortemente nas redes sociais. Contudo, assim como a Alemanha definiu para a proibição do longa, Citizen Vigilante “traz um olhar extremamente xenófobo e racista em relação aos imigrantes”.
O filme foi divulgado pelo bilionário Elon Musk, em seu perfil no X, o que fez grande parte dos seguidores da conta, alinhados à direita, darem uma chance ao título. A divulgação de Musk fez o título que era vendido por aluguel digital na Amazon Prime disparar não apenas na venda, mas nas notas da crítica em sites de avaliação.
No Rotten Tomatoes, por exemplo, o longa marca apenas 6% de aprovação da crítica especializada, com menos de 20 avaliações, enquanto as notas do público marcam 92% de aprovação, com mais de 2.500 comentários. Não é a primeira vez que a plataforma recebe o chamado de “review bomb” para impulsionar uma obra alinhada ideologicamente.
Os usuários destacam que o filme traz um suposto “debate importante” e uma “verdade abstrata da sociedade europeia”.
A crítica especializada aponta que o longa é extremamente mal filmado e editado, sendo comparado em mais de um caso com projetos estudantis de cinema, apontando Hammer como o único destaque do longa no quesito atuação, colocando os outros atores como “amadores”.
Uwe Boll, diretor do longa, já recebeu uma “conquista” do prêmio que debocha de cineastas ruins, o Framboesa de Ouro na categoria de Pior Carreira.
Entre os longas que o alemão participou, estão as infames adaptações de Far Cry e Alone in the Dark. O tweet de Musk foi o combustível para Boll voltar a se destacar, agora não pela qualidade do trabalho, mas pela polêmica do produto e muitos apontam que a produção do jogo foi um dos meios de capitalizar em cima dessa atenção.
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