Pânico 7 estreia no streaming.
Nas grandes telas, a produção bateu US$ 200 milhões em bilheteria
Pânico 7 /Paramount Pictures Pânico 7, que passou pelos cinemas entre fevereiro e março, enfim chegou ao catálogo de uma plataforma de streaming, sem necessidade de aluguel.
Protagonizado por Neve Campbell, o filme de terror arrecadou US$ 206,9 milhões (US$ 1,06 bilhão) em bilheteria ao redor do mundo.
Com apenas 29% de aprovação da crítica, mas aprovado por 74% da audiência, agora Pânico 7 está disponível para assistir no Paramount+.
Apesar da recepção dividida, o longa provou a força da franquia com Ghostface ao quebrar recordes para a saga.
Em seu primeiro fim de semana em cartaz na América do Norte, a produção arrecadou US$ 64,1 milhões (R$ 328 milhões), estabelecendo a melhor abertura doméstica de toda a franquia e superando os US$ 44,4 milhões (R$ 227 milhões) do sexto filme.
Durante todo o período que ficou em cartaz, o filme acumulou US$ 121,9 milhões (R$ 626 milhões) nos Estados Unidos e US$ 86 milhões (R$ 441 milhões) no mercado internacional.
Pânico 7, que teve orçamento de US$ 45 milhões (R$ 231 milhões), o maior da história da saga, ultrapassou a arrecadação total do Pânico original de 1996 (US$ 173 milhões) e da sequência de 1997, Pânico 2 (US$ 172 milhões), sem ajuste pela inflação.
O processo de produção foi conturbado nos bastidores da Spyglass Media e da Paramount Pictures. No final de 2023, a atriz Melissa Barrera, que interpretava a protagonista Samantha Carpenter nos filmes recentes, foi demitida devido a postagens em redes sociais que a produtora considerou antissemitas.
Logo em seguida, Jenna Ortega, que vivia a irmã da personagem de Barrera, anunciou que não retornaria ao projeto alegando conflitos de agenda com as gravações da série Wandinha, na Netflix. A crise aumentou quando o diretor original, Christopher Landon, abandonou o cargo após receber ameaças de morte ligadas à saída das atrizes.
Diante do desfalque criativo, a produção trouxe de volta o roteirista veterano Kevin Williamson para assumir a direção. A história precisou ser inteiramente reescrita por um custo estimado em US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) e, para garantir o apelo de marketing, o estúdio desembolsou US$ 7 milhões (R$ 36 milhões) para trazer Neve Campbell de volta ao papel de Sidney Prescott.
Pânico 7
O roteiro reformulado foca em uma nova fase da vida de Sidney Prescott, que reconstruiu sua rotina em uma cidade pacífica. O sossego termina quando um novo assassino sob a máscara de Ghostface surge para aterrorizar a comunidade, e Sidney percebe que sua própria filha se tornou o alvo principal da vez.
Para proteger sua família e encerrar o derramamento de sangue de uma vez por todas, ela é obrigada a confrontar os traumas mais profundos de seu passado.
Embora o público tenha se divertido com os sustos e com a presença reconfortante de Ghostface, os críticos não pouparam o filme nas avaliações.
O consenso da crítica especializada apontou que Pânico 7 representou uma regressão criativa para a série, em vez de um retorno digno às origens da franquia.
As análises destacaram que o roteiro se mostrou fraco e incapaz de gerar tensão real, resultando em uma experiência arrastada de quase duas horas que falhou tanto na comédia quanto no horror. Especialistas argumentaram que a trama recicla ideias de forma cínica e que a produção falha em justificar sua existência além de repetir a mesma fórmula de colocar um homem mascarado perseguindo a mesma mulher pela sexta vez.
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