Por que a gordura vai direto para a barriga na menopausa?
Imagem: Tom Foldes/Getty A menopausa não avisa a hora que chega, mas deixa sinais no corpo que são difíceis de ignorar. Um dos mais visíveis é a redistribuição da gordura corporal.
O que antes se acumulava nos quadris, coxas, glúteos e mamas começa a migrar silenciosamente para o abdômen.
O resultado e uma mudança de silhueta que não tem a ver com desleixo ou falta de disciplina, mas com uma virada hormonal profunda.
Com a menopausa, diagnosticada após 12 meses consecutivos sem menstruação, os ovários deixam de ser a principal fonte de estrogênio.
A queda desse hormônio e acentuada. Já a testosterona, presente no organismo feminino em pequenas quantidades, não sofre queda equivalente, e passa a ter peso proporcional maior na equação hormonal.
O efeito pratico e que o corpo passa a distribuir gordura seguindo um padrão mais próximo do masculino, concentrando-a no abdômen em vez de nas regiões periféricas.
O problema vai além da estética.
A gordura que se instala na região abdominal tende a se acumular entre as vísceras, e esse tipo específico de deposito esta associado a diabetes tipo 2, complicações cardiovasculares e aumento do risco de alguns tipos de câncer.
Barriga da menopausa tem solução?
Os hormônios explicam parte do fenômeno, mas não toda a história.
O metabolismo naturalmente mais lento nessa fase da vida, combinado com sedentarismo, alimentação inadequada e, em alguns casos, quadros de ansiedade e depressão que levam ao aumento do consumo alimentar, contribuem tanto quanto a queda hormonal para o acumulo de gordura abdominal.
A estratégia mais eficaz e antecipar o problema, chegando ao climatério, período que antecede a menopausa e começa por volta dos 47 anos em média, com hábitos já estabelecidos de atividade física e alimentação equilibrada.
Para quem já atravessou a menopausa, a recomendação e construir uma rotina de exercícios de pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, em intensidade moderada a intensa, com atenção ao consumo de gorduras saturadas, carboidratos simples e açúcares.
A terapia de reposição hormonal entra nessa equação com um papel mais específico do que muita gente imagina.
Ela não elimina a gordura abdominal, mas as evidências mais recentes indicam que pode retardar o acúmulo de gordura visceral e minimizar a redistribuição característica da menopausa. Seu uso, porém, não substitui exercício e alimentação adequada e deve ser sempre avaliado individualmente, levando em conta riscos e benefícios para cada paciente
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