Júri condena homem que atacou a ex com facão.
Réu foi condenado nos termos da denúncia do Ministério Público pelo ataque contra Daniele Gonçalves
Reprodução redes sociais O Tribunal do Júri de Londrina condenou, nesta quinta-feira (2), Gabriel Faveri a 14 anos e 8 meses de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-namorada Daniele Gonçalves.
A decisão do Conselho de Sentença ocorreu após um julgamento considerado de alta complexidade, marcado por debates técnicos entre acusação e defesa, além da realização de réplica pelo Ministério Público e tréplica dos advogados do réu. A condenação ocorreu nos mesmos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público. O crime aconteceu há três anos, na região central de Londrina, quando Gabriel Faveri utilizou um facão para atacar a vítima, atingindo principalmente o rosto e os braços./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/0/w/bVFIdyQ3SDTKFA7y4JGQ/whatsapp-image-2023-05-21-at-17.15.46-1-.jpeg)
Ao tentar se defender dos golpes, Daniele Gonçalves sofreu lesões gravíssimas e perdeu os movimentos das mãos, passando a conviver desde então com dores crônicas, limitações físicas e uma rotina de cirurgias reparadoras e tratamentos médicos. Durante o julgamento, foram ouvidas 14 pessoas entre testemunhas, informantes e a própria vítima. Segundo a defesa, o júri foi marcado por ampla discussão das teses apresentadas pelas partes, com respeito ao contraditório e ao devido processo legal. Após a sentença, os advogados informaram que irão apresentar recurso buscando a reanálise das questões jurídicas pelas instâncias superiores.
Defesa estima progressão ao semiaberto em menos de um ano
De acordo com a defesa, Gabriel Faveri já cumpriu aproximadamente três anos de prisão preventiva e possui cerca de dois anos de remição de pena obtidos por meio de trabalho, estudos, leitura de livros e cursos realizados no sistema prisional, incluindo atividades ligadas à Teologia.
Considerando esses fatores e a exigência legal de cumprimento de 40% da pena para progressão de regime, os advogados estimam que, após a homologação dos cálculos pela Vara de Execuções Penais, o condenado deverá permanecer aproximadamente mais oito meses em regime fechado antes de preencher os requisitos para a transferência ao regime semiaberto.
O caso se tornou um dos episódios de maior repercussão envolvendo violência contra a mulher em Londrina nos últimos anos e mobilizou manifestações de apoio à vítima desde a época do crime.
Às vésperas do julgamento, Daniele Gonçalves afirmou esperar que a decisão representasse não apenas a responsabilização do acusado, mas também um exemplo no combate à impunidade e à violência de gênero.
Com a sentença definida pelo Tribunal do Júri, o processo segue agora para as próximas etapas judiciais relacionadas aos recursos apresentados pela defesa.
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