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Maringá,02/07/2026

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Homem foi encontrado carbonizado e com sinais de tortura.

Família cobra respostas após morte brutal de Valdecir de Souza Peres

TNOnline/PortalEdsonValerio
Homem foi encontrado carbonizado e com sinais de tortura. Reprodução

A família de Valdecir de Souza Peres, de 57 anos, encontrado morto com sinais de tortura e parcialmente carbonizado em uma área rural de Apucarana, cobra respostas sobre o crime. O corpo foi localizado às margens de uma estrada vicinal, nas proximidades do Jardim Belvedere.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Valdecir tenha sido morto em outro local e levado posteriormente até a região onde foi encontrado.
Em entrevista ao jornal  TNOnline, a filha da vítima, Vanessa Ribeiro de Souza Bovo, pediu justiça e afirmou que a família não consegue entender a violência empregada contra o pai. Segundo ela, Valdecir enfrentava problemas com bebida e tinha recaídas, mas não era uma pessoa violenta e não costumava prejudicar ninguém. A família também informou não ter conhecimento de ameaças ou desavenças envolvendo a vítima.
O laudo do Instituto Médico-Legal apontou que Valdecir sofreu tortura antes da morte e teve o corpo incendiado depois de morrer. De acordo com o delegado André Garcia, a perícia identificou mutilações e ferimentos provocados por armas brancas. Não foram encontrados sinais de disparos de arma de fogo.
Ainda conforme a investigação, a perna esquerda da vítima foi decepada e não havia sido localizada até a divulgação das informações. As circunstâncias indicam um crime de extrema violência, cuja motivação ainda é desconhecida.
Vanessa contou que o pai, que tinha cinco filhos,  morava havia cerca de dois anos em Califórnia, após deixar São Paulo. O último contato da família com ele ocorreu no sábado, 27 de junho. De acordo com a filha, uma das irmãs havia conseguido uma vaga de internação para Valdecir no Movimento Cristo Te Ama (Cristma), mas ele recusou. A intenção dele, segundo a família, era parar de beber, trabalhar, vender peças de carro que produzia e juntar dinheiro para voltar a São Paulo.
A última movimentação conhecida foi uma compra feita com cartão em um estabelecimento comercial. Depois disso, Valdecir não foi mais visto. A Polícia Civil de Apucarana segue investigando o caso.




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