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Maringá,26/06/2026

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17% dos PMs desligaram câmeras em megaoperação no RIO.

Operação Contenção deixou mais de 120 mortos no Rio

Agência Brasil
17% dos PMs desligaram câmeras em megaoperação no RIO. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Levantamento feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a pedido do STF, o Supremo Tribunal Federal, revelou que 17% dos policiais militares que atuaram na Operação Contenção, nos Complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, haviam retirado as câmeras corporais durante a ação.
A operação deixou mais de 120 mortos, incluindo cinco policiais e é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
Em 7,8% dos casos, há indícios que os policiais obstruíram intencionalmente as imagens.
Na maior parte dos registros, 82%, contudo, a análise preliminar indica que os equipamentos foram utilizados corretamente.
O Ministério Público afirmou que o relatório é preliminar por que ainda não foi possível analisar as gravações de todo o efetivo policial.
Em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu prazo de 90 dias para a Polícia Federal realizar perícia nas imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais que participaram da Operação Contenção.
Até o momento, o Ministério Público apresentou oito denúncias contra 27 policiais militares por ilegalidades praticadas durante a operação, envolvendo apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais. O MP também fez uma busca ativa de familiares das pessoas mortas, para possibilitar oitivas, cadastramento e acompanhamento institucional dos interessados em receber informações sobre o andamento das investigações.




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