Astros do pop latino dão pontapé inicial na Copa.
Uma abertura enxuta e bonita de se ver e ouvir.
Shakira e Burna Boy cantam no Estádio Azteca — Foto: Rodrigo OROPEZA / AFP O México deu bem seu recado no pontapé inicial da Copa do Mundo, na tarde desta quinta-feira, no mítico Estádio Azteca, na capital mexicana.
Em meia hora, uma enxurrada de astros do pop latino -- com direito a nomes mexicanos também do rock e da música ranchera, tradicional -- divertiu o público que chegava ao templo onde Pelé comandou a final do tri, há 56 anos, ante do CHUTE inicial de México x África do Sul, jogo de abertura da competição, pelo Grupo A.
Os povos originários do México, parte importante da cultura de um país repleto de pirâmides e outros sinais da presença de astecas (ou mexicas), maias, zapotecas e dezenas de outros, deram início à festa, dançando em volta de uma réplica gigante da Taça Fifa, disputada pelas 48 seleções que vão a campo no México, Canadá e Estados Unidos.
Depois das boas-vindas locais, o veterano grupo de rock mexicano Maná subiu ao palco (com o baterista Alex "El Animal" González se adaptando ao formato de shows como aquele, em playback, tocando uma pequena bateria estilo "Cassino do Chacrinha") com "Oye mi amor", seguido pelo venezuelano Danny Ocean, com "Um partidazo".
Em seguida foi a vez da música mexicana mais tradicional, quando o grupo Los Ángeles Azules, com 50 anos de carreira levou seus terninhos e a cumbia em "Por Ella", com participação dos cantores Alejandro Fernández e Belinda. O astro colombiano J Balvin foi o seguinte, cercado de uma produção maior, para cantar o reggaetón "Qué calor" -- apesar da previsão de chuva (e até tempestade) da Cidade do México.
Ele contou com uma canja do rapper Ryan Castro, seu conterrâneo, e abriu caminho para mais uma colombiana, Shakira Isabel Mebarak Ripoll, vestindo amarelo como na bandeira de seu país, mostrar que seus quadris não mentem ao som de "Dai dai", música-tema da Copa, que teve a participação do nigeriano Burna Boy.
Uma festa curtinha, perfeita para dar o start na Copa sem tirar as atenções do futebol, que, afinal, é o que importa. Depois de um intervalo, ainda rolou o desfile das bandeiras dos 48 países, a atriz mexicana Selma Hayek elegantérrima de terninho vermelho e a dupla Andrea Bocelli e Ejae (cantora sul-coreana) em "DNA", outra música oficial da Copa, acompanhados virtualmente por David Guetta.
E assim os jogos começaram...
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