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Maringá,28/05/2026

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Filha de ex de Jairinho diz que era agredida por ele.

Estadão Conteúdo
Filha de ex de Jairinho diz que era agredida por ele.

A filha de uma das ex-namoradas do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, Kaylane Pereira, de 18 anos, contou em depoimento nesta quinta-feira (28) ao Tribunal do Júri no caso Henry Borel, que o ex-parlamentar a levava para um motel para agredi-la quando ela tinha entre 5 e 7 anos de idade.


“A gente ia, o que eu acredito, que era um motel. A gente entrava de carro. Lá, ele me dava socos na cabeça. Apertava meu braço muito forte. Teve um dia que fomos para um quarto que tinha uma piscina. Fomos para a piscina. Ele ficava me afundando Me soltava e me afundava de novo. As outras situações eram de me dar “moca” (socos na cabeça), apertar meu braço”, contou a jovem.


Kaylane é filha de Natasha de Oliveira Machado, também testemunha do caso, namorada de Jairinho entre 2010 e 2013.


Ao ser questionada pela juíza Elisabeth Machado Louro se sofreu algum tipo de violência ou abuso sexual de Jairinho, Kaylane afirmou que não. As agressões ocorriam, segundo a jovem, sempre que os dois estavam sozinhos, sem a presença da mãe.


“Ele falava que se eu falasse para minha mãe, ela ia ficar muito triste, que ela ia terminar com ele e a culpa ia ser minha. Eu nunca contei. Só fui contar quando eles terminaram, três anos depois. Ele falava que se eu não existisse a vida dele e da minha mãe seria muito melhor“, contou.


Na quarta-feira (27) o psiquiatra Rafael Bernardon, uma das testemunhas de acusação no júri sobre a morte de Henry, afirmou que o ex-vereador apresenta um padrão de “infligir dor em crianças”.


“Há um padrão de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor em crianças”, disse o psiquiatra.


Bernardon reforçou a tese apresentada em um parecer anexado ao processo de que Jairinho tem um perfil “egocêntrico, narcisista e sádico” e que o ex-parlamentar sentia prazer nos atos de violência praticados contra as ex-companheiras e seus filhos.


“Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação“, afirmou durante questionamentos feitos do Ministério Público.





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