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Maringá,28/05/2026

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Marcos Panissa em Londrina para cumprir pena por homicídio

Julgado à revelia em 2008, Panissa inicia cumprimento da pena de 19 anos e seis meses em regime fechado no norte do Paraná.

TarobaNews/Londrina/PortalEdsonValerio
Marcos Panissa em Londrina para cumprir pena por homicídio Marcos e Fernanda/ Marcos, ao ser preso/ Reprodução/PCPR/

Trinta e sete anos após o crime, Marcos Panissa foi transferido para Londrina, no norte do Paraná, para iniciar o cumprimento de sua pena em regime fechado. O condenado vai cumprir a sanção de 19 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato de Fernanda Estruzani Panissa, ocorrido em agosto de 1989.
A movimentação ocorreu no último dia 15 de maio sob um forte esquema de segurança coordenado pela Polícia Penal do Paraná (Depen). Por razões de segurança institucional, o órgão não divulgou imagens ou detalhes das rotas utilizadas no deslocamento.
Marcos Panissa havia sido julgado e condenado à revelia no ano de 2008. Ele foi capturado no dia 15 de abril no Paraguai, país onde vivia escondido utilizando uma identidade falsa. A localização do foragido era tratada como prioridade pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, já que a condenação prescreveria integralmente em 2028, restando menos de dois anos para o esgotamento do prazo legal. Antes de chegar à comarca de Londrina, o preso permaneceu detido na carceragem de Foz do Iguaçu, na fronteira. A transferência definitiva foi autorizada após a emissão das guias oficiais pelo Comitê de Transferência de Presos (Cotransp Estadual).

O assassinato aconteceu em Londrina, no norte do Paraná, no dia 6 de agosto de 1989. O caso foi abordado no programa Linha Direta, da TV Globo.
Marcos confessou ter cometido o crime por ciúmes, por não aceitar ver Fernanda começando um novo relacionamento. Na época, ele tinha 23 anos. Fernanda tinha 21.
Antônio Carlos Andrade Viana, advogado que atua na defesa de Panissa, afirmou que vai avaliar a legalidade da prisão e pedirá a revisão da pena.
"Não é que ele esteja pleiteando a absolvição. Ele confessou o crime, perdeu a cabeça, fez um crime pavoroso que chocou a família e a sociedade, mas nem por isso nós devemos sair da legalidade desse assunto", disse o advogado.
Série de julgamentos
Em 1991, Marcos foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa. Houve um protesto por novo júri — recurso da defesa que permitia um novo julgamento quando a condenação fosse igual ou superior a 20 anos, mas que foi revogado em 2008.
No ano seguinte, em um novo julgamento, Panissa foi condenado a 9 anos de prisão. O Ministério Público recorreu e o júri foi anulado com base em uma composição irregular do conselho de sentença e decisão em desacordo com as provas dos autos.
Enquanto isso, Panissa respondia ao processo em liberdade.
No dia marcado para o terceiro julgamento, em 1995, ele não compareceu ao tribunal, teve a prisão preventiva decretada e, desde então, estava foragido.
Em 2008, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada após uma mudança na lei, que permitiu o julgamento à revelia. Com a alteração, não é mais necessária a presença do réu em plenário do Júri para que o julgamento possa ser realizado. Naquele julgamento, ele foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão. A pena não havia começado a ser cumprida porque ele não foi localizado.





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