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Maringá,27/05/2026

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Tebet chama escolas cívico-militares de “fascista”.

Fala de Simone Tebet sobre escolas cívico-militares reacende debate sobre educação no Brasil

INVESTIBRASIL/PortalEdsonValerio
Tebet chama escolas cívico-militares de “fascista”. Reprodução

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet voltou ao centro das discussões políticas após criticar o modelo de escolas cívico-militares durante uma roda de conversa promovida pelo movimento Direitos Já!, em São Paulo. Na ocasião, Tebet classificou o programa como um “método fascista”, declaração que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.


A fala provocou reação principalmente entre defensores das escolas cívico-militares, que passaram a contestar a avaliação da ex-ministra e a destacar argumentos favoráveis ao modelo, como disciplina, organização do ambiente escolar, redução de conflitos e possível melhora no desempenho dos estudantes.


Nas redes sociais, perfis alinhados à direita passaram a compartilhar críticas à declaração de Tebet e comparações entre escolas cívico-militares e unidades tradicionais da rede pública. Uma das frases que circulou entre os comentários foi: “Pega o desempenho das escolas cívico-militares e pega o desempenho das escolas lotadas de militantes esquerdistas”, em tom de crítica à posição da ex-ministra.


Os apoiadores do modelo afirmam que a presença de militares na gestão disciplinar contribui para um ambiente mais organizado, com maior respeito às regras, combate à evasão escolar e melhora na convivência dentro das unidades. Para esse grupo, as escolas cívico-militares representam uma alternativa para comunidades que enfrentam problemas de indisciplina e violência no ambiente escolar.


Por outro lado, críticos do formato argumentam que a educação pública deve priorizar investimentos em infraestrutura, formação de professores, valorização dos profissionais da educação e fortalecimento pedagógico. Também há questionamentos sobre a mistura entre práticas militares e o cotidiano escolar, além de preocupações com a pluralidade de pensamento dentro das salas de aula.


O debate ganhou força depois que o governo federal decidiu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, criado em 2019.
Em julho de 2023, decreto federal revogou o programa e determinou um plano de transição para encerramento das atividades no âmbito nacional.
Mesmo com o fim do apoio federal, o modelo continuou sendo defendido e adotado em diferentes estados e municípios, mantendo o tema no centro das disputas políticas sobre os rumos da educação pública no país.
A declaração de Simone Tebet reacende, portanto, uma discussão que vai além da sala de aula e envolve visões distintas sobre segurança, disciplina, gestão escolar, liberdade pedagógica e o papel do Estado na formação dos estudantes.




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