PC continua investigando as primas desaparecidas
Caso das primas desaparecidas avança com novas imagens e depoimentos de testemunhas
Reprodução A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Cianorte, divulgou nesta sexta-feira, 15 de maio, novas imagens de câmeras de segurança que mostram as primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, em uma boate na cidade de Paranavaí, no Noroeste do Paraná. As jovens estão desaparecidas desde a madrugada de 21 de abril de 2026.
As imagens mostram as duas jovens caminhando ao lado do investigado. Segundo o delegado Luis Fernando Silva, responsável pela investigação, os novos registros reforçam elementos que já haviam sido levantados durante as diligências e seguem sob análise pericial.
Além das imagens, a Polícia Civil confirmou que novas testemunhas foram identificadas e estão sendo ouvidas. A corporação informou que as investigações continuam avançando de forma técnica e sigilosa, com o objetivo de esclarecer o desaparecimento das jovens, localizar as vítimas e capturar o suspeito.
Jovens foram vistas pela última vez em abril
Sttela e Letycia são moradoras de Jussara, cidade da região de Cianorte. Elas desapareceram após saírem em direção a uma festa. Inicialmente, familiares informaram que as jovens estariam indo para Porto Rico, também no Noroeste do Estado.
Durante a apuração, no entanto, a investigação identificou registros que mostram as duas em uma boate de Paranavaí, na madrugada de 21 de abril, acompanhadas de Clayton.
O boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento foi registrado no dia 23 de abril, na Delegacia de Cianorte. Desde então, equipes da Polícia Civil trabalham no cruzamento de informações, análise de imagens, depoimentos e relatórios de inteligência para tentar reconstruir os últimos passos das jovens.
Suspeito é considerado foragido
Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”, é apontado pela Polícia Civil como o principal investigado no caso. De acordo com as informações divulgadas pela própria corporação, ele utilizava uma identidade falsa e já possuía mandado de prisão em aberto por roubo agravado, expedido pela Comarca de Apucarana.
No dia 29 de abril, a Polícia Civil formalizou o pedido de prisão temporária de Clayton. A Justiça decretou a medida, e ele passou a ser considerado oficialmente foragido.
A investigação também aponta que, depois das imagens registradas na boate, não houve mais contato das jovens com familiares ou amigos, nem novos registros confirmados que indicassem o paradeiro das duas.
Polícia trabalha com hipótese de homicídio
A Polícia Civil trata o caso como uma investigação complexa. Conforme declarações prestadas pelo delegado responsável, a principal linha investigativa passou a ser a hipótese de duplo homicídio, considerando o tempo de desaparecimento, a dinâmica dos fatos e os elementos já reunidos até agora. Apesar disso, a investigação segue em andamento e a polícia não descarta outras possibilidades até a conclusão do inquérito. Entre os elementos analisados estão depoimentos, reconhecimentos formais, dados de deslocamento, imagens de monitoramento e informações de inteligência. Os novos registros divulgados nesta sexta-feira são considerados importantes porque confirmam que as jovens estiveram na companhia do investigado pouco antes do desaparecimento.
Família segue sem respostas
O caso causa grande comoção em Jussara, Cianorte, Paranavaí e em toda a região Noroeste do Paraná. Desde o desaparecimento, familiares e amigos aguardam por respostas sobre o paradeiro de Sttela e Letycia. A Polícia Civil informou que continua realizando diligências sigilosas.
A divulgação das imagens tem como objetivo obter novas informações que possam ajudar na localização das jovens e do investigado.
Como denunciar - A população pode colaborar com qualquer informação sobre o paradeiro das jovens, a localização de Clayton Antonio da Silva Cruz ou detalhes sobre veículos e deslocamentos relacionados ao caso.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:
197 — Polícia Civil do Paraná
181 — Disque-Denúncia
190 — Polícia Militar do Paraná
(44) 3637-5300 — 21ª Subdivisão Policial de Cianorte
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