Ricardo Barros avalia derrotas de Lula e critica postura do Judiciário
Edilson Rodrigues/Agência Senado O cenário político de Brasília ecoou nos pavilhões da Expoingá 2026 nesta quinta-feira (14). Em entrevista ao Maringá Post, o deputado federal Ricardo Barros (PP) abriu o jogo sobre a atual temperatura entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Mesmo diante de reveses significativos sofridos pelo governo Lula (PT) — como a derrubada do veto ao PL da Dosimetria e a rejeição de Jorge Messias para o STF —, o parlamentar descreveu a relação entre as instituições como estável, embora tenha pontuado críticas severas à postura da Suprema Corte.
Para Barros, o segredo da estabilidade democrática reside no respeito aos limites institucionais, resumindo a dinâmica com a expressão: “cada um no seu quadrado”. O deputado minimizou as recentes derrotas do Palácio do Planalto no Congresso, classificando-as como parte do jogo democrático.
Segundo ele, é natural que o Executivo não ceda a todas as demandas da Câmara e que, em contrapartida, o Congresso não aprove integralmente a agenda da presidência. Esse "cabo de guerra" seria, na visão do parlamentar, um sinal de que as forças estão operando de forma autônoma.
Entretanto, o tom da conversa mudou ao abordar o papel do Supremo Tribunal Federal.
Ricardo Barros não poupou críticas ao que chamou de “invasão da competência dos poderes”.
Na avaliação do deputado, o Judiciário tem extrapolado suas funções, interferindo em decisões que deveriam ser restritas ao Legislativo e ao Executivo.
Ricardo Barros defendeu que o respeito à independência entre os poderes, conforme previsto na Constituição Federal, é a única forma de evitar tensões institucionais e garantir que o país siga seu curso sem sobressaltos.
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