Médico acusado de abusar de pacientes é solto.
Justiça acatou pedido da defesa, que classificou a prisão preventiva como "injusta e desnecessária"
Felipe Lucas/(crédito: Sandro Nascimento/Alep) A Justiça do Paraná determinou a soltura do ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, acusado de abusar sexualmente de paciente durante exame antes do parto.
O reú foi solto na quinta-feira (7/5) após recurso da defesa, que afirma que a prisão é “injusta e desnecessária”.
Em nota, os advogados defendem que a acusação não é mais passível de punição por se tratar de um fato ocorrido em 2011 e “decorrente do exercício da profissão”.
A defesa também usa a idade do médico como uma das justificativas da soltura.
Além do caso de 2011, ocorrido em Teixeira Soares (PR), outras três mulheres denunciaram o médico por abuso durante consultas em Irati (PR). O delegado Luis Henrique Dobrychtop afirmou que as vítimas tinham medo de denunciar devido à influência de Felipe Lucas.
"Antes achavam que não ia dar em nada se registrassem a ocorrência, mas agora viram que deveriam ter relatado antes", explicou Dobrychtop.
Além de médico, Felipe Lucas já foi prefeito e vereador de Irati e deputado estadual pelo Paraná.
Entre os depoimentos, uma vítima relatou que o médico chegou a tocar as partes íntimas dela “de forma ininterrupta, massageando de uma forma totalmente inusitada e contrária aos protocolos clínicos”.
Outra mulher contou que o médico teria feito cerca de 10 “exames de toque” na região vaginal durante um atendimento e insistiu em continuar mesmo após a paciente pedir que parasse por não suportar mais as dores.
COMENTÁRIOS