Atropelamento e fuga. Policia no encalço dos motoristas.
Primos suspeitos de participar de racha abandonaram Amarok após atropelamento fatal na BR-277
Gabriele Luisa Muniz Freitas, de 22 anos, morreu na BR-277. Foto: Reprodução/Redes sociais Novos elementos encontrados dentro de uma caminhonete Amarok mudaram o rumo das investigações sobre o atropelamento que matou a jovem Gabriele Luisa Muniz Freitas, de 22 anos, em Curitiba.
De acordo com a Polícia Civil, dois homens já foram identificados como suspeitos e seriam primos. A principal linha de apuração aponta que eles participavam de um racha no momento do crime, na BR-277.
Um detalhe aparentemente simples se tornou peça-chave: um boné vermelho deixado dentro da Amarok, que ajudou a conectar os envolvidos à ocorrência.
A investigação indica que tudo começou dias antes, em Guaratuba, no litoral do Paraná. Um dos suspeitos teria adquirido um Fiat Stilo prata e seguiu viagem rumo a Curitiba acompanhado de um amigo. Durante o trajeto, segundo a polícia, houve troca de motoristas em um pedágio. Nesse momento, um dos ocupantes — identificado pelo uso do boné vermelho — deixou o Stilo e passou para a Amarok, que depois se envolveria no atropelamento.
Já na subida da Serra do Mar, os dois veículos teriam iniciado uma disputa em alta velocidade.
“Eles estavam fazendo um racha. Estavam em alta velocidade”, relatou uma testemunha.
Pouco antes do impacto, testemunhas afirmam que os carros disputavam espaço na rodovia.
Após o atropelamento, o que mais chamou atenção dos investigadores é a sequência de ações: os ocupantes da Amarok abandonaram o veículo e fugiram no Fiat Stilo, sem prestar qualquer tipo de socorro à vítima.
“Em momento algum existiu a possibilidade de prestar socorro”, contou outra testemunha.
Para a família de Gabriele, o caso não deve ser tratado como acidente. “É um assassinato. Acidente não foi”, disse uma familiar.
Apesar de já identificados, os dois suspeitos seguem foragidos, e a Polícia Civil continua as buscas.
João Victor Wesley
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