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Maringá,06/05/2026

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Alexa ficou burra? Faça ela responder como o ChatGPT.

Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz
Alexa ficou burra? Faça ela responder como o ChatGPT. Reprodução

A Alexa "anda burrinha" para tarefas que antes pareciam simples, como responder perguntas e sugerir caminhos. Os especialistas Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que isso acontece e o que dá para fazer.
Para eles, a sensação de piora já era palpável, mas ficou mais evidente após chatbots como ChatGPT e Gemini acostumarem o público a respostas longas e contextuais. Enquanto isso, as assistentes tradicionais seguem presas a conversas que mais parecem comandos e cheias de regrinhas, o que limita bate-papos mais aprofundados.
 Isso mostra a limitação desse tipo de aplicação. Em algum momento da história, a gente achou que isso era inteligência artificial. Quando a Alexa foi lançada, a gente criou uma espécie de projeção: 'Olha, ela conversa com a gente'. Mas, na verdade, hoje, com o avanço dos modelos de linguagem, desses chatbots, a gente consegue ver claramente que ela é super limitada, bem burrinha mesmo, disse Diogo Cortiz.
Helton conta ter ficado tão frustrado com a experiência que buscou -e descobriu- um jeito para fazer a Alexa esperta de novo. O segredo? Fazer ela recorrer ao ChatGPT para responder, mas sem ninguém perceber.
Eu fiquei tão chateado com o que a Alexa estava me dando de resposta, que eu fui atrás de um jeito de fazer com que ela fosse um pouquinho mais inteligente, disse Helton Simões Gomes.
O passo a passo é simples:
Entre no aplicativo da Alexa;
Vá até o campo sinalizado por três linhas ou com o nome de "More" ou "Mais";
Clique em "Skills e Jogos";
Digite "Modo Turbo";
Quando a skill com esse nome aparecer, ative-a;
 Um pedido de confirmação da conta na Amazon vai aparecer; confirme para instalar a skill na Alexa;
Assim que concluir o processo, basta dizer 'Alexa, ativar modo turbo'.
Mas a turbinada tem limitações e custos. A skill é paga, mas oferece uma modalidade gratuita: liberada nas primeiras 24 horas e depois com um número limitado a sete sessões por dia com direito a sete perguntas.
É bom entender que essa skill é uma skill paga. Ela não vai conectar a sua Alexa com a sua conta de ChatGPT. Ou seja, todo o histórico, o contexto e as informações que ela recolher a partir da sua interação não vão ficar registrados no chatzinho que você usa no smartphone ou no computador, fala Helton Simões Gomes.
Para Diogo, essa dinâmica abre um alerta de privacidade: ao usar uma skill de terceiros, as pessoas precisam levar em conta as informações compartilhadas na hora de fazer as perguntas.
 Mas a popularização de ChatGPT e Gemini marcam o fim da Alexa e da Siri?
Não é bem assim. Na avaliação de Diogo, a saída para assistentes como Alexa e Siri é migrar para modelos de linguagem (LLMs) que conseguem lidar melhor com a complexidade da fala humana. As versões mais antigas funcionam como sistemas baseados em intenções e regras, bons para comandos diretos, mas ruins para conversas. 
Ele cita a Apple como exemplo de mudança de estratégia: em vez de depender de um único fornecedor, a empresa tenta usar a distribuição do iPhone e da Siri como "interface" para conectar diferentes IAs, conforme o país e o serviço disponível.





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