Pastora viraliza com alerta contra violência doméstica
Em congresso evangélico, Helena Raquel prega proteção e denúncia contra abusos
A pastora Helena Raquel fez uma pregação que denunciou a violência contra a mulher e a pedofilia dentro das igrejas Imagem: Reprodução Uma pregação da pastora Helena Raquel, líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (RJ), tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após um alerta contundente durante o Congresso dos Gideões, em Camboriú (SC). Com uma mensagem que une espiritualidade e autorresponsabilidade, a religiosa defendeu que mulheres vítimas de violência devem buscar proteção imediata e denunciar seus agressores.
Ações concretas além da oração
Helena Raquel, que soma milhões de seguidores em suas plataformas digitais, foi enfática ao dizer que a fé não deve ser usada como desculpa para permanecer em situações de risco.
"Para de orar por ele hoje e comece a orar por você a partir de agora", afirmou durante o evento. Para a pastora, a espiritualidade e a humanidade não se excluem: orar por alguém não exime a vítima de tomar medidas práticas de proteção.
A pastora reforçou que priorizar a própria segurança não é egoísmo, mas sim uma valorização da vida, que ela descreve como um "presente de Deus".
Fé não é escudo para crimes
Outro ponto forte da pregação foi o combate ao uso da religião para encobrir abusadores. Helena afirmou categoricamente que agressores e pedófilos não podem ser "blindados" por comunidades religiosas e que o silêncio diante de abusos é um erro gravíssimo.
Punição e denúncia: Segundo a pastora, "pedófilo não é ungido, é criminoso".
Igrejas permissivas: Ela aconselhou fiéis a deixarem congregações que acobertam agressões, ressaltando que romper com uma estrutura abusiva não significa abandonar a fé em Cristo.
Dados e acolhimento
A mensagem da pastora surge em um cenário preocupante: dados indicam que 42% das mulheres evangélicas já sofreram algum tipo de violência. Helena destacou que a igreja tem a responsabilidade de ser um lugar de cura e instrução, e nunca de omissão, especialmente quando o agressor também se identifica como cristão.
Após a viralização do vídeo, a pastora relatou ter recebido inúmeros depoimentos de vítimas que se sentiram encorajadas pela sua fala, incluindo relatos emocionantes de abusos sofridos ainda na infância.
PRECISA DE AJUDA? DENUNCIE
Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência, não se cale. O auxílio é gratuito e sigiloso:
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (24 horas).
WhatsApp: (61) 99656-5008.
Disque 100: Para violações de Direitos Humanos.
Medidas Protetivas: Podem ser solicitadas em qualquer delegacia com base na Lei Maria da Penha.
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