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Maringá,17/04/2026

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50% de alunos nas federais concluem graduação

O índice é superior ao registrado entre os não cotistas em universidades

Agencia Brasil/PortalEdsonValerio
50% de alunos nas federais concluem graduação Sam Balye/Unsplash

Os dados do Censo da Educação Superior 2024, organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam um dado que reforça a importância das políticas de inclusão no país: 49% dos estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação. Entre os demais ingressantes, o índice ficou em 42%.
O levantamento indica ainda que a maior parte dos estudantes que entram no ensino superior por meio de ações afirmativas consegue concluir o curso e obter o diploma. Para o Ministério da Educação (MEC), os números reforçam o êxito das políticas voltadas à ampliação do acesso à educação superior.
Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio das políticas de reserva de vagas. Esse movimento ampliou a presença, sobretudo nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, foram registrados 133.078 estudantes nessa condição.
A maior parte das matrículas foi concentrada nas universidades, que contabilizaram 110.196 alunos cotistas. Já as instituições da rede federal responderam por 22.587 matrículas.

Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos.
No caso do Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram vaga em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Apenas entre 2023 e 2026, esse número chegou a 307.545 estudantes.
O Prouni, por sua vez, foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.
Já em 2024, o Fies passou a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações em 2023. Entre as mudanças, houve a criação de cota específica para quilombolas e a ampliação das oportunidades para a população de menor renda, com a redução de 1,5 salário mínimo para um salário mínimo no limite da renda per capita exigida para determinadas modalidades de cotas com critério econômico.
Outro ponto destacado foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. A medida, além de valorizar a escola pública, busca refletir nas universidades a diversidade presente nas redes públicas de educação básica.
No critério de origem escolar, a nova legislação também passou a incluir as escolas comunitárias que atuam na educação do campo, desde que conveniadas com o poder público.
Os números apresentados pelo Censo reforçam, portanto, o alcance das políticas de inclusão no ensino superior e mostram que, além de ampliar o acesso, o sistema de cotas tem produzido resultados concretos também na conclusão da graduação.




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