Anvisa proíbe repelentes e protetores solares
Segundo a agência, produtos utilizam fórmulas diferentes das autorizadas
Anvisa proibiu a venda de protetores solares produzidos pela Henlau. Foto: Bnenin/Adobe Stock A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de todos os produtos cosméticos e saneantes fabricados pela Henlau.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, 29, proíbe também alguns produtos específicos, como protetores solares e repelentes.
A medida foi adotada após inspeção sanitária realizada entre 14 e 17 de abril de 2026, que identificou o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação exigidas pela agência.
No caso específico dos repelentes e protetores solares, a Anvisa afirma que a proibição ocorre pela fabricação de produtos com fórmulas diferentes das autorizadas.
Veja a seguir os itens proibidos:
Protetores solares
Sunlau FPS 30 Loção de Proteção Solar UVA/UVB com Vitamina E
Protetor Solar FPS 30 Wurth
Repelentes
Repelente Gel Baby Amorável
Sunlau Spray Repelente DEET
Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids
Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids
Em nota, a Henlau afirma que já havia adotado medidas internas de controle antes da publicação da Anvisa.
“Um plano de melhoria contínua já está em curso, elaborado em conformidade e submetido às autoridades sanitárias. Trabalhamos em colaboração com a Anvisa, cuja atuação na proteção da saúde pública reconhecemos e respeitamos, com o objetivo de manter nossas atividades com ainda mais rigor e segurança”, afirma. A empresa diz que permanece à disposição dos consumidores e das autoridades para mais esclarecimentos.
A resolução também suspende mais de 100 produtos cosméticos da Cativa Natureza Indústria de Cosméticos, como óleos essenciais, cremes, xampus, sabonetes e maquiagens, todos com lotes a partir de 1º de agosto de 2025. A medida, segundo a Anvisa, foi adotada após inspeção realizada em 13 de março de 2026, que identificou descumprimento das Boas Práticas de Fabricação.
Em nota, a Cativa afirma que está se adequando aos apontamentos técnicos solicitados durante a inspeção e que trata a situação com “total seriedade e responsabilidade”.
“Neste momento, a empresa passa por um movimento estratégico de evolução operacional, ampliando sua atuação em conjunto com parceiros especializados do setor, com foco em eficiência, escalabilidade e fortalecimento contínuo dos seus processos”, diz.
“Seguimos comprometidos com a transparência, com a melhoria contínua e com a confiança construída ao longo da nossa trajetória”, acrescenta.
Outro item proibido foi o Tônico Barba Robusta, da empresa Viver Indústria e Comércio de Cosméticos. O motivo foi a comercialização do produto sem regularização e o uso de conservante não permitido para produtos que não são enxaguados, o que contraria a RDC nº 528/2021.
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