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Maringá,22/04/2026

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Trump inclui Brasil em lista de produção de droga

Documento dos EUA aponta Brasil como origem de substâncias desviadas para produção de narcóticos

FBI/PauloCappelli/PortalEdsonValerio
Trump inclui Brasil em lista de produção de droga Getty Images

Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países apontados como principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de drogas ilícitas. A informação foi divulgada pela coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, com base em documento produzido pelo governo de Donald Trump.
Segundo o documento, o Brasil aparece ao lado de países como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
A lista reúne nações e jurisdições identificadas por Washington como pontos relevantes de origem de insumos químicos que podem ser desviados para a cadeia internacional do narcotráfico.
O relatório não trata o Brasil apenas como rota de passagem ou mercado consumidor.
A avaliação norte-americana aponta o país também como fornecedor de matéria-prima usada na produção de entorpecentes em diferentes regiões, inclusive na América do Sul.
Ao abordar a situação da Bolívia, o estudo afirma que produtos químicos seguem sendo desviados por rotas ilegais e usados na produção de cocaína. O texto menciona que a maior parte desses insumos teria origem no Brasil, Argentina, Chile e China.
A inclusão do Brasil nesse tipo de relatório é relevante porque esses documentos são usados pelo governo dos Estados Unidos para orientar sua política internacional de combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e crime organizado.
O Departamento de Estado publica avaliações periódicas sobre países ligados ao trânsito de drogas, produção ilícita e fornecimento de substâncias precursoras.
Em setembro de 2025, por exemplo, Washington divulgou uma determinação presidencial sobre países considerados grandes rotas ou produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2026.
Além de mapear rotas e fontes de insumos, esses relatórios avaliam legislação, cooperação internacional, atuação de autoridades e estruturas usadas por organizações criminosas.
O tema também é acompanhado por organismos internacionais, como o International Narcotics Control Board, que monitora substâncias químicas e equipamentos frequentemente utilizados na fabricação ilícita de drogas. A nova menção ao Brasil ocorre em um momento de aumento da pressão internacional sobre facções e redes criminosas transnacionais. Relatórios e análises recentes dos Estados Unidos também citam o papel do Brasil como ponto de trânsito, consumo e atuação de organizações criminosas, em especial pela posição geográfica brasileira na América do Sul e pela proximidade com países produtores de cocaína.




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