Trump inclui Brasil em lista de produção de droga
Documento dos EUA aponta Brasil como origem de substâncias desviadas para produção de narcóticos
Getty Images Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países apontados como principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de drogas ilícitas. A informação foi divulgada pela coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, com base em documento produzido pelo governo de Donald Trump.
Segundo o documento, o Brasil aparece ao lado de países como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
A lista reúne nações e jurisdições identificadas por Washington como pontos relevantes de origem de insumos químicos que podem ser desviados para a cadeia internacional do narcotráfico.
O relatório não trata o Brasil apenas como rota de passagem ou mercado consumidor.
A avaliação norte-americana aponta o país também como fornecedor de matéria-prima usada na produção de entorpecentes em diferentes regiões, inclusive na América do Sul.
Ao abordar a situação da Bolívia, o estudo afirma que produtos químicos seguem sendo desviados por rotas ilegais e usados na produção de cocaína. O texto menciona que a maior parte desses insumos teria origem no Brasil, Argentina, Chile e China.
A inclusão do Brasil nesse tipo de relatório é relevante porque esses documentos são usados pelo governo dos Estados Unidos para orientar sua política internacional de combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e crime organizado.
O Departamento de Estado publica avaliações periódicas sobre países ligados ao trânsito de drogas, produção ilícita e fornecimento de substâncias precursoras.
Em setembro de 2025, por exemplo, Washington divulgou uma determinação presidencial sobre países considerados grandes rotas ou produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2026.
Além de mapear rotas e fontes de insumos, esses relatórios avaliam legislação, cooperação internacional, atuação de autoridades e estruturas usadas por organizações criminosas.
O tema também é acompanhado por organismos internacionais, como o International Narcotics Control Board, que monitora substâncias químicas e equipamentos frequentemente utilizados na fabricação ilícita de drogas. A nova menção ao Brasil ocorre em um momento de aumento da pressão internacional sobre facções e redes criminosas transnacionais. Relatórios e análises recentes dos Estados Unidos também citam o papel do Brasil como ponto de trânsito, consumo e atuação de organizações criminosas, em especial pela posição geográfica brasileira na América do Sul e pela proximidade com países produtores de cocaína.
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