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Maringá,17/04/2026

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EUA sinaliza ao Brasil ofensiva contra PCC e CV.

Possível classificação de PCC e CV como terroristas eleva pressão internacional sobre facções brasileiras

Paulo Cappelli, do Metrópoles
EUA sinaliza ao Brasil ofensiva contra PCC e CV. Reprodução

O governo dos Estados Unidos avisou o Brasil sobre a intenção de avançar na classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, em um movimento que pode ampliar a pressão internacional sobre as duas facções.
Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira, o comunicado foi feito durante reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
De acordo com a publicação, autoridades norte-americanas informaram que Washington caminha para adotar a medida mesmo diante da resistência do governo brasileiro.
O argumento apresentado pelo Departamento de Estado é que as facções movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o enquadramento como terrorismo permitiria um cerco financeiro mais duro, com participação mais intensa dos mecanismos do Departamento do Tesouro.
Se a decisão for formalizada, o impacto tende a ser relevante no sistema financeiro internacional.
Análise publicada pela Americas Quarterly aponta que um eventual enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras pode trazer consequências para bancos, empresas e fluxos financeiros, justamente por ampliar o risco regulatório e sancionatório em operações ligadas direta ou indiretamente a esses grupos.
A possível medida não surge do nada. Em maio de 2025, a Reuters informou que o governo brasileiro rejeitou um pedido do Departamento de Estado dos EUA para classificar PCC e CV como organizações terroristas. Na ocasião, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que a legislação brasileira trata terrorismo de forma mais restrita e que, no entendimento do país, essas facções são organizações criminosas, não grupos terroristas.
Mesmo sem esse enquadramento formal, os Estados Unidos já adotaram medidas financeiras contra estruturas ligadas ao PCC. Em março de 2024, o Tesouro americano sancionou Diego Macedo Gonçalves do Carmo, apontado como operador responsável por lavar centenas de milhões de dólares para a facção, usando autoridades de combate ao narcotráfico.
Caso a nova classificação avance, ela representará uma mudança importante na política externa de Washington para a América Latina, com potencial de ampliar bloqueios, congelamento de ativos e restrições a operações financeiras internacionais.
Até o momento, porém, o que há publicamente é a sinalização de intenção, não a confirmação oficial de que o enquadramento já foi formalizado. 




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