Suspeito de abusos segue foragido há um ano.
Reprodução PCPR/ A busca por justiça em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, completou um ciclo doloroso de doze meses.
João Esmarci, de 66 anos, continua sendo procurado pela polícia, deixando para trás famílias destruídas e uma comunidade em constante estado de alerta.
O caso, que choca pela crueldade, veio à tona após uma denúncia corajosa: uma mãe descobriu que o próprio irmão era o autor dos abusos contra sua filha de apenas 7 anos. O que parecia um pesadelo isolado revelou-se um rastro de traumas, alcançando outras vítimas, como um menino que hoje tem 11 anos.
O peso do trauma e a voz das vítimas
Os relatos colhidos pela reportagem são de cortar o coração. Além da violência sexual, as crianças viviam sob um regime de terror psicológico e físico. "Ele batia nela com facão e dizia que, se contasse, ela morreria", desabafou uma das mães.
Para as famílias, a dor é agravada pela sensação de que o suspeito "escapou entre os dedos". João chegou a prestar depoimento à Polícia Civil, mas, por não haver flagrante naquele momento, foi liberado. Desde então, desapareceu, tornando-se oficialmente um foragido da justiça.
Impacto que não apaga
"Não tem como perdoar. Minha filha hoje vive à base de medicamentos e consultas psiquiátricas", relata outra mãe, emocionada.
O caso reforça a urgência de uma resposta das autoridades para que o ciclo de violência seja interrompido e o sentimento de impunidade não prevaleça.
Denuncie
A Polícia Civil do Paraná segue com as investigações. Qualquer informação que ajude a localizar João Esmarci pode ser repassada de forma totalmente anônima através do Disque-Denúncia 181 ou diretamente à Delegacia de Almirante Tamandaré.
O sigilo é garantido e sua ajuda pode prevenir que outras crianças passem pelo mesmo sofrimento.
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